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ENSINO REGULAR

O desafio da educação inclusiva

A educação inclusiva ainda é um processo lento no Estado, mas já existem iniciativas na rede pública e particular do Ceará


20 Mar 2007 - 01h19min

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Antônio Felipe Sampaio, 7, é surdo. Ele vai estudar na Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Maria Carvalho Martins, na Serrinha, onde está matriculado no 1º ano. No período da manhã, o menino estará na sala de aula com toda turma e à tarde, receberá reforço escolar. Felipe está motivado e alegre. Ele é um dos 1.571 alunos com necessidades educacionais especiais matriculado numa escola municipal regular. Em números, eles não são muitos e representam menos de 1% do total de matriculados na rede de ensino municipal, mas é uma demonstração de que a educação inclusiva está começando na prática.

De acordo com o censo populacional realizado em 2000 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1,6 milhão de pessoas entre sete e 14 anos têm algum tipo de deficiência. Aos poucos as portas das escolas estão se abrindo para receber meninos e meninas com problemas de surdez, cegos, com baixa visão, com síndrome de Down, paralisia cerebral e outras deficiências. Para o Ministério da Educação (MEC) houve avanço nos últimos anos. Em 1998, 6,5 mil escolas no País tinham alguma matrícula de alunos com deficiência em escola regular e em 2006, eram 50.431 estabelecimentos de ensino. Dados do censo escolar de 2005 registram que a demanda inclusiva cresceu no País, passando dos 24,7% em 2002 para 41% em 2005 com 262.243 matriculados.

Na rede municipal de ensino até o último dia 16 tinham 229.036 alunos matriculados, dos quais 1.571 no processo inclusivo. Geovana Rodrigues, da equipe de educação inclusiva da Secretaria Municipal da Educação e Assistência Social (Sedas), diz que esse número mostra que as famílias estão mais conscientizadas e que a demanda pode aumentar, já que a matrícula continua. Paulo Sarmento, coordenador do Censo Escolar da Sedas, observa que os alunos
incluídos em turmas do ensino regular representam menos de 1% do total de matrícula da rede, mas é um avanço. Em 2006 foram 1.120 alunos. A maioria está no ensino fundamental.

nos. Sarmento observa que as escolas estão sendo estruturadas com a construção de rampas e capacitação de professores. Nas escolas estaduais, dados de 2006 mostram que foram feitas 2.251 matrículas de alunos especiais no ensino regular. Gewada Weyne Linhares, técnica da educação especial da Secretaria da Educação Básica (Seduc), observa que houve um aumento significativo desses alunos que representam hoje um percentual de 3% do total de matriculados, que foi de 711.269 em todo o Estado.

Em 2005, eram em torno de 700. Segundo ela, antes de realizar a inclusão, o aluno passa por uma avaliação feita por pedagogo, médico, psicólogo, fonoaudiólogo. Esse serviço é oferecido em núcleos especiais. No horário diferente da sala de aula, o estudante vai para atendimento especializado.

Mas a chegada desses alunos na sala de aula de ensino regular é um desafio. Felipe, por exemplo, comunica-se por gestos. Para a família, o menino vai poder se desenvolver mais, convivendo com crianças da mesma idade. "Ele fica feliz quando vê os cadernos, a mochila e acena com o dedo polegar", diz a tia Ana Paula da Silva, que acompanhou o menino na visita que fez semana passada para conhecer a escola.

Keila Leite Chaves, do Centro de Apoio a Mães de Portadores de Eficiência (Campi), ressalta que os primeiros passos foram dados, mas precisa avançar mais. Segundo ela, o despreparo das famílias também é um obstáculo. "Muitas mães desconhecem os direitos e no primeiro empecilho desistem de buscar a vaga".
Mestre em educação especial, Elinalva Alves de Oliveira, que coordena a Associação de Cegos (ACEC), ressalta que o processo de inclusão está muito lento, mas é possível de ocorrer desde que os professores tenham ferramentas para trabalhar na sala de aula. "Não custa caro promover a inclusão, só precisa de boa vontade política".


"Amar não significa tornar o outro adaptado, submisso ou semelhante a nós. Amar significa libertá-lo, deixá-lo viver". (Penny Mc Lean)

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02/06/2009
12:42

Sou Pedagoga e estou trabalhandi recentemente em uma escolinha só para alunos portadores de necessidades especiais. Estou maravilhada com o trabalho que realizamos naquela Instituição. Meus alunos já representam para mimum bem precioso mandado por Deus. A escolinha não dispõe de grandes estrururas, mas, com a ajuda dos pais e dos próprios alunos, vamos vencendo os obstácilos, sendo o mais difícil..." ofinanceiro". Termino dizendo: Hoje eu sei o que é realmente ser PROFESSORA, não só ensino esim, aprendo e encho-me amor diariamente!!!

Glícia Leite Chaves

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