17/03/2007 15:16

Ela é a única mulher no grupo de alvenaria, abandonou o emprego como professora para investir todo o tempo e disposição no curso e já colhe os frutos da dedicação. Foi contratada pela empresa que executa as três obras de restauro em andamento em Fortaleza. "Ela tem a mão boa", elogia Antônio Luiz, o chefe. Aurilene Abreu, 20, não tem medo da altura. No andaime, segura pela cintura, ela passa horas restaurando os ornamentos da fachada, presta atenção em cada detalhe. "Jamais pensei que tivesse capacidade pra fazer uma coisa assim", admira-se. Olhando as fachadas no outro lado da rua, lamenta o descaso da cidade com o patrimônio arquitetônico. "Olha que riqueza aquela cimalha (detalhe em alto-relevo acima da janela)! Dá um trabalho monstro fazer isso pra uma pessoa colocar uma placa que tampa a visão de quem passa na rua. Não entendo".
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