17/03/2007 15:16

A maioria das obras de restauro são iniciativas estatais. Poucos particulares investem nisso. "Agora mesmo em Aracati uma obra de restauro foi orçada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em mais de R$ 140 mil. A família queria vender o imóvel por R$ 80 mil", conta Antônio Luiz Sousa. Mas Juliana Marinho vê um mercado latente que pode render mais trabalhos. "Tem muitos civis que queriam conservar portas, cobertas, coisas menores, mas não sabem onde encontrar mão-de-obra e fica por isso mesmo", diz.
Ela espera que os alunos formados no curso de agente patrimonial e artífice auxiliar de restauração na Casa Thomaz Pompeu Sobrinho atendam a essa demanda. Para formar outra turma, e dessa vez incluir jovens do interior do Estado, Juliana já apresentou um novo projeto para o Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop) que bancou a bolsa de R$ 150,00 paga aos jovens durante as aulas, a alimentação e o vale-transporte. Na formação da última turma, além do Iphan e do Fecop, o Sindicato da Construção Civil e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) foram parceiros. Mais de 2 mil jovens participaram da seleção.
SERVIÇO
Quem precisa de mão-de-obra para o restauro de móveis e imóveis antigos pode contratar os serviços dos recém-formados restauradores pelo telefone 3238.1808
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