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GESTÃO INTEGRADA

Dez mil alunos aguardam vagas

Alunos e professores da rede pública de ensino podem ter de enfrentar mudanças nas escolas em que estudam ou ensinam. A Prefeitura solicitou da rede estadual auxílio para incluir dez mil alunos do ensino médio que estão excedentes no total de vagas. As duas secretarias da educação estão trabalhando em conjunto para encontrar uma solução que reverta a questão

Marcos Cavalcante
da Redação

02 Mar 2007 - 02h02min

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O Governo do Estado e a Prefeitura de Fortaleza possuem até o dia 20 de março para alocar dez mil alunos do ensino fundamental. Esses estudantes são excedentes das vagas ofertadas pela rede pública municipal de ensino. De acordo com o secretário-executivo da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), Idilvan Alencar, esses alunos serão redistribuídos em um processo de gestão integrada. Na prática, significa dizer que escolas do Estado com poucos alunos receberão os estudantes da rede municipal. "A rede estadual possui 198 escolas (na Capital). Vamos fazer um contrato de seção dos imóveis e professores do Estado para o município", diz.

De acordo com Idilvan, a proposta é de reordenar as instalações e a parte de pessoal entre as duas secretarias. Mas isso, segundo ele, não implicaria, num primeiro momento, em fechamento de escolas municipais ou estaduais. "Nossa proposta não é essa, mas a de melhorar o serviço com redução de despesas para as duas partes", explica. Entretanto, ele ressalta que, se houver necessidade de isso acontecer em uma segunda fase dessa gestão integrada será feito, mas para melhorar o ensino. "Um prédio que antes abrigava uma escola poderá ser uma área para cursos de informática", exemplifica.

Ele diz que este reordenamento não está relacionado à redução de verbas para a pasta. "Fizemos isso cortando os terceirizados e material de almoxarifado", explica. Por enquanto, a Seduc não sabe informar quantas escolas passarão por alterações em sua gestão, nem quantos alunos, inicialmente matriculados em uma escola municipal, serão transferidos para uma estadual. "Temos até o dia 20 de março. Estamos verificando os aspectos quantitativos, de pessoal e estrutura, e qualitativos, como ruas perigosas para travessia de alunos e rixas entre grupos", diz Idilvan.

Inicialmente, essa gestão integrada está sendo feita somente no Interior. De acordo com o orientador da Célula de Pesquisa e Avaliação da Seduc, Alessio Costa Lima, que participa do grupo responsável pelo reordenamento integrado da rede de ensino, um dos maiores problemas na transferência de alunos está sendo feito na Secretaria Executiva Regional VI. "Ela possui um espaço geográfico muito grande. As escolas são muito distantes entre si, o que dificulta a transferência dos alunos", explica.

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