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Mistura de ritmos embala Carnaval em Aracati

É festa em Aracati. A cidade com suas praias é o espaço ideal pra namorar, brincar e aproveitar como quiser o Carnaval. São bandas de axé music, forró e o resgate das tradicionais marchinhas que prometem agitar a multidão durante o evento

Marcos Cavalcante
Enviado a Aracati

17 Fev 2007 - 14h23min

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FESTA com os trios no corredor da folia em Aracati começa às 21 horas e vai até de madrugada(Foto: NATINHO RODRIGUES)
Os ventos da folia animam as noites de Carnaval em Aracati. A cidade aos poucos cede o ar calmo do Interior para dar lugar a um dos maiores carnavais de público e animação do Estado. Ao som de bandas de forró e axé music, milhares de pessoas seguem os trios elétricos na principal via da cidade. Espaço para dançar, paquerar, e extravasar alegria durante a festa. Impossível ficar indiferente à massa que se agita e aproveita o local para curtir como quiser. Afinal, é Carnaval.

É o que faz Luiza Lopes, 30. A aracatiense, solteira e mãe de três filhos, aguarda o Carnaval para se divertir. Ela e os filhos, de 13, 10 e nove anos vão para a avenida dançar e participar do mela-mela. "Mais tarde volto sozinha para cá, sem eles, para beber e namorar um pouco. Faz bem e eu preciso, né?", sorri. A pequena Vitória dos Santos, 9, conhece a letra de várias músicas de axé e forró. Arredia para falar de início, os olhos brilham quando passa o trio elétrico. "Gosto muito de Carnaval, me divirto bastante. Agora deixa eu dançar, tá?", diz Vitória.

Segundo a organização do evento, aproximadamente 300 mil foliões devem passar o Carnaval na cidade. A festa dos trios elétricos inicia às 21 horas e segue até as 3 horas da manhã. Quando um trio desce a coronel Alexandrino, o som e a energia dos foliões que acompanham o bloco contagia quem está nas calçadas e ruas laterais. Pela manhã, o ideal é aproveitar as praias de Majorlândia e Canoa Quebrada, seja para relaxar com a brisa do mar ou continuar dançando com as bandas locais.

Já o fim da tarde, na cidade, foi reservado para relembrar as marchinhas dos velhos carnavais. Sete blocos tradicionais de cidade se apresentam até terça-feira. De acordo com D´rylene Silveira, coordenadora do Carnaval cultural da cidade, o resgate desses blocos foi dado no ano passado. "Alguns existem há mais de 40 anos, mas fazia tempo que não se apresentavam. O dos Índios, por exemplo, passou 15 anos sem sair", ressalta. "Fizemos uma pesquisa e verificamos que as pessoas sentiam a falta das marchinhas carnavalescas. Então procuramos unir o antigo com o atual na festa", completa.

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