25/01/2007 02:12
De acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico de Fortaleza (SDE) em dezembro de 2005, são 547 vendedores itinerantes e 556 fixos trabalhando na avenida Beira Mar. Um deles, Domingos da Silva vende canja e mugunzá há três anos. Com o trabalho diário das 16h30min às 22 horas ganha aproximadamente o equivalente a dois salários mínimos. "Consigo vender tudo. É o meio de sustentar a minha família. Caminhar por aqui é difícil, mas muita gente no calçadão significa mais possíveis clientes", relata o vendedor.
Como ele, Francisco dos Santos resolveu tentar a sorte na Beira Mar. Vendedor de óculos escuros no Centro, mudou de posto há apenas oito meses e não se arrependeu. "Aqui é melhor, a gente vende mais. Mas, de vez em quando, volto lá, para completar a renda". Ele vende brinquedos infláveis e conta que o dinheiro é o que mantém a família. "Pra viver bem, não dá, não. Mas dá pra ir levando".
Conforme Everaldo Lima, chefe da equipe de serviços urbanos da Secretaria Executiva Regional (SER) II, a pesquisa foi o primeiro passo para a reordenação dos ambulantes. Por meio dela, foram contatados todos os vendedores que trabalham na Beira Mar e não tinham nenhum cadastro com a Prefeitura de Fortaleza. "Houve o levantamento e ficou certo de se fazer um reordenamento, no qual serão definidos critérios para estabelecer quem fica ou não", explica.
Até que o processo seja concluído, Everaldo destaca que a SER II transferiu os ambulantes que estavam no calçadão para os recuos. "Assim, enquanto esperam o reordenamento final, é liberada toda a parte dos coopistas e não prejudica o passeio das pessoas". Segundo ele, duas equipes fiscalizam os ambulantes. Durante o dia, 10 pessoas são responsáveis por cobrir a área. À noite, a equipe aumenta para 25 pessoas.
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