25/01/2007 02:12
Definida como um lugar complexo pelo coordenador da Câmara Especializada de Arquitetura do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-CE), Antônio Luciano Lima Guimarães, a Beira Mar precisa de um estudo elaborado para conseguir mudanças mais específicas, segundo ele. "O uso do espaço na praia é muito complicado. A demanda de turistas, usuários e ambulantes é muito grande e conciliar os três é muito complicado".
Ele explica que para construir uma ciclovia ou qualquer outra obra de infra-estrutura é preciso aumentar o espaço de praia. "Tem que ter muito cuidado e observar vários aspectos que precisam ser analisados por ser um local muito procurado tanto por turistas como por moradores".
Luciano destaca ainda a realização de um estudo de tráfego para saber se seria possível disponibilizar uma faixa da avenida destinada ao trânsito de pedestres. "É uma solução mais complicada, pois na área circulam ônibus de turismo e muitos veículos. Tudo precisaria ser dimensionado e considerado. Não é uma tarefa fácil". Ele ainda destaca que circular na beira mar está ficando desagradável. "Seja qual for a solução tomada, é preciso um projeto mais estudado para fazer uma afirmação mais concreta".
Com o trânsito intenso, aumenta a concentração de monóxido de carbono, gás liberado pelos veículos. Mas conforme a pneumologista Tânia Brígido, os corredores não precisam se preocupar. Como a Beira Mar é um ambiente muito aberto, os riscos de respirar o gás não são tão grandes. "Mas é preciso medir a quantidade de poluição para falar com segurança. O monóxido de carbono é um gás muito tóxico e pode levar à parada respiratória, mas depende das quantidades". No entanto, ela destaca que caminhar em um ambiente livre do gás liberado pelos veículos é uma opção mais recomendada.
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