25/01/2007 02:12
Para o titular da Secretaria Executiva Regional (SER) III, Marcelo Silva, a causa maior do problema da mortandade na Lagoa de Porangabuçu é a superpopulação de peixes. Segundo ele, a lagoa tem sido "muito invadida" pelos animais e não há como realizar a transferência desses peixes. Para Marcelo Silva, que é filiado ao Partido Verde (PV), por mais que o fenômeno possa ser apavorante à primeira vista, é normal que alguns peixes morram para que haja, novamente, o equilíbrio no local.
De acordo com o secretário, uma solução que deve ser posta em prática, em uma ação conjunta com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), é a colocação do peixe tipo predador, como pirarucu ou tucunaré, para combater a grande quantidade dos populares carás-tilápia, que habitam a lagoa. "Essa morte é a natureza respondendo", explica.
Marcelo Silva diz que, com a limpeza da lagoa, a penetração dos raios solares faz aumentar o número de algas, que consomem oxigênio, sobrando pouco dele para os peixes. Mas a poluição ainda existe no local e o secretário admite que as ligações clandestinas de esgoto são as maiores causas do problema. "Isso não se corrige da noite para o dia", frisa.
Para Maurício Braga, diretor comercial da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), não há dúvida de que a mortandade de peixes na lagoa tem relação com as ligações clandestinas de esgotos. De acordo com ele, embora 91% dos clientes das regiões que dispõem de estrutura de esgotamento sanitário já estejam interligados à rede, os 9% restantes, somados aos que vivem em áreas que ainda não contam com cobertura de saneamento em Fortaleza, representam uma fonte significativa de poluição.
O diretor diz que dentro do convênio mantido com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), a Cagece está trabalhando a fim de identificar clientes que ainda não estejam usando o sistema. "Estamos relacionando os endereços dos responsáveis e repassando à Semam para que notifique essas pessoas", diz.
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