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Fortaleza

Nove toneladas em 2006


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25/01/2007 02:12


Ano passado, a Lagoa de Porangabuçu registrou outra mortandade de peixes. No dia 13 de março, cerca de nove toneladas de peixes morreram no local. Na época, os moradores acusavam a Prefeitura de Fortaleza de, durante a limpeza da lagoa, utilizar um veneno, apontado como causa para o ocorrido. Mas a assessoria de imprensa da SER III rebateu a hipótese alegando que a hipótese mais provável da morte era o nascimento de algas, o que ocasionou a escassez de oxigênio, fato agravado pela falta de chuvas. Outras suposições eram especuladas, como os esgotos clandestinos e o lixo do fundo da lagoa, que estava emergindo.

Dois dias depois, um laudo técnico elaborado pelo Centro de Pesquisas em Aqüicultura do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) descartou a hipótese de a água estar contaminada e citou como causas a alta incidência de algas cianofíceas e a baixa alcalinidade da água. O diretor geral do Dnocs na época, Eudoro Santana, explicou que as algas passaram a receber uma maior quantidade de raios solares após uma retirada de aguapés feita pela prefeitura no ano anterior e, com isso, as algas se proliferaram com rapidez.

Um procedimento administrativo foi aberto pelo promotor de Justiça do Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Raimundo de Oliveira Batista, para apurar a mortandade dos peixes e punir os responsáveis criminalmente.

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