24/01/2007 01:37
Enquanto os moradores próximos à Lagoa da Zeza e à Vila Cazumba comemoravam, os habitantes da comunidade da Lagoa do Tijolo, outra área de risco do Tancredo Neves, se lamentavam. Uma promessa de indenização feita há cerca de quatro anos pelo Governo do Estado animou inicialmente os moradores, mas a não concretização dela fez com que eles desanimassem.
O mototaxista Raimundo Marques de Oliveira deixou a casa que construiu em troca dos cerca de R$ 13 mil prometidos. Foi feliz por se distanciar da violência da área e não ter de ficar tenso ao ver as rachaduras da casa. Levou a mulher e os quatro filhos e se mudou para uma casa no bairro Castelão. Nunca recebeu o dinheiro.
Com João Agripino, a situação foi parecida. Ele fechou o estabelecimento comercial que possuía sob a promessa de que, 15 dias depois, os técnicos do Governo Estadual viriam destruir os prédios para a construção de um calçadão na área, que é de risco, ocupada pelas moradias. Ele pensou que receberia R$ 20 mil, mas o dinheiro também nunca apareceu.
De acordo com o titular da Secretaria das Cidades, Joaquim Cartaxo (PT), a fase agora é de estruturação no órgão. Ele afirma que já solicitou aos setores um relatório acerca de cada projeto da área. "Eu só quero pedir um pouquinho de paciência à população. Vamos nos reunir para dar andamento aos projetos que já estão aprovados", ponderou.
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