23/01/2007 01:19
As oito testemunhas da chacina do Bom Jardim, ocorrida na noite do último sábado em um bar, já começaram a ser ouvidas, no 32º Distrito Policial (Bom Jardim). Na chacina, três pessoas foram mortas a tiros de pistola e duas ficaram feridas, uma delas em estado grave. O delegado Maurício Tindô disse ao O POVO que não tem dúvidas de que os quatro homens que ocupavam duas motos - uma vermelha e outra preta - agiram numa queima de arquivo ou ajuste de conta.
O alvo deles seria o comerciante Francisco Elionardo Moura dos Santos, o "Cabeça", e Edson Barros Menezes Junior, o "Cristiano", que, segundo a Polícia, tinham antecedentes criminais. Além deles, morreu o operário José Eliton dos Santos, o "Esquerdinha", que nada tinha a ver o caso.
Ontem pela manhã, O POVO localizou, no Bom Jardim, uma das vítimas que saiu ferida da chacina. Ela estava no bar, na hora do crime, e foi atingida com um tiro na perna direita, quando conversava com outra vítima, que foi atingida com um tiro nas costas. Essa última está internada no Instituto Doutor José Frota (IJF) e o seu estado de saúde é instável.
Uma das vítimas contou que não é capaz de identificar os autores dos disparos. Ela disse que eles já entraram no bar atirando. "Foi uma coisa rápida, e quem estava no local tratou de correr ou mesmo se esconder para não ser atingido pelos tiros". Ela afirmou ainda que os assassinos não conversaram com ninguém.
Outras pessoas residentes nas proximidades do local onde ocorreu a chacina preferiram não falar. Elas afirmam que estão com medo. Os próprios policiais do 32º DP disseram ao O POVO que estão encontrando dificuldades para colher informações sobre o caso, porque muitas pessoas que testemunharam o crime estão com medo de falar.
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