22/01/2007 01:40
Assassinatos, seqüestros e extorsões cercam a vida de parentes e acusados de envolvimento ao assalto do Banco Central, de onde foram levados R$ 164,7 milhões em 2005. A primeira vítima foi Luís Fernando Ribeiro, o "Fê", 26. Ele era acusado de ter financiado as operações de assalto ao BC, além de ser traficante. O corpo de Fê foi encontrado no dia 9 de outubro, na fronteira entre São Paulo e Minas Gerais, horas depois de a família ter pago um resgate no valor de R$ 2 milhões. Dois policiais militares de SP foram acusados de terem assassinado Fê.
Em 3 de outubro do ano passado, foi a vez de José Evandro das Neves, 37, conhecido como "Botina" ou "Berruga". Ele foi encontrado com um disparo na boca, na favela Alba, em São Paulo. Além de ser apontado na participação ao BC, ele também teria participado na construção de um túnel em Maceió (AL), no ano passado. De acordo com a mulher de Botina, policiais militares teriam morto Evandro das Neves.
Entre as extorsões, estão a de Pedro José da Cruz, o "Pedrão", que teria pago R$ 2,4 milhões no total para não ser preso por policiais civis em duas ocasiões. Já a família de Raimundo Laurindo Neto, o "Neto", acusado de ser um dos mentores intelectuais do golpe, teve que pagar R$ 350 mil para que ele não fosse preso.
Além do seqüestro de Fê, outros seis ocorreram sete meses depois do roubo. Entre eles, o de Marli de Queiroz, ex-esposa do vigilante Deusimar Neves de Queiroz. Ela teria sido levada ao município cearense de Irauçuba e forçada a revelar onde estava escondido R$ 1 milhão. Já em novembro de 2005, foi seqüestrado José Elizomarte, um dos proprietários da Brilhe Car. A família teria pago valor próximo a R$ 1 milhão.
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