Landry Pedrosa
da Redação
Uma chacina, na qual três pessoas foram mortas a tiros de pistola e outra ficou gravemente ferida, ocorreu na noite do último sábado dentro de um bar, no bairro Bom Jardim. Segundo o parente de uma das vítimas, duas das mortes foram por queima de arquivo. O caso marcou um dos fins de semana mais violentos em Fortaleza, com 12 homicídios
22/01/2007 01:40
Fortaleza teve um fim de semana dos mais violentos do ano, com 12 homicídios à bala. O caso mais grave ocorreu na noite de sábado, por volta das 20 horas, no interior de um bar, na rua Bom Jesus, no bairro Bom Jardim (Zona Sudoeste), quando três pessoas foram mortas a tiros de pistola e uma ficou gravemente ferida. Segundo testemunhas, a chacina foi praticada por quatro homens, que fugiram em duas motos.
Uma das vítimas foi o comerciante, do ramo de carros, Francisco Elionardo Moura de Souza, 34. Ele levou três tiros. Também dentro do bar morreram o ambulante Edson Júnior Barros Menezes, 19, e o servente Eliton dos Santos, 29. A garçonete do local foi atingida com dois tiros e se encontra internada no Instituto Doutor José Frota (IJF). O seu estado de saúde é grave. No fim de semana anterior, a Polícia registrou nove homicídios em Fortaleza.
Segundo apurou a Polícia, o alvo dos assassinos seria o comerciante Francisco Elionardo e o ambulante Edson Júnior. Um policial civil, cunhado de Júnior, disse ao O POVO que ele e Elionardo tinham envolvimento com cartãozeiros. Segundo informações da Polícia, Elionardo já foi preso duas vezes por assalto a mão armada, sendo considerado culpado em uma delas, e outra por porte ilegal de arma. Edson Júnior respondia por assalto à mão armada e falsidade ideológica.
Já Eliton e a garçonete teriam sido atingidos por engano e não teriam envolvimento com as outras duas vítimas. Conforme testemunhas do caso, os assassinos já entraram no bar atirando. A Polícia investiga o caso sob a hipótese de que o comerciante e o ambulante tenha sido mortos numa queima de arquivo.
A mulher de Francisco Elionardo, a dona de casa, Antonia Eliane Araújo de Freitas, 34, disse ao O POVO que ele não tinha inimigos. Ela contou que Francisco Elionardo costumava comprar e vender carros na feira de Parangaba. Disse ainda que ele, antes de ir ao bar, onde ocorreu a chacina, esteve em um lava-jato de um amigo. Lá mandara lavar um Gol, que havia comprado pela manhã. O crime está sendo investigado pela Delegacia do 32º DP (Bom Jardim). te)
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