Fortaleza
TERCEIRO CASO
Acusado de assalto ao BC é morto
Três pessoas foram encontradas estranguladas ontem, dentro de um poço em São Paulo. Entre eles, Anselmo Oliveira Magalhães, o "Cebola", 32, acusado de participar no assalto ao Banco Central de Fortaleza, em 2005
Marcos Cavalcante
da Redação
22 Jan 2007 - 01h40min
Segundo a Polícia de São Paulo, os corpos de Anselmo, de Márcio Markoski, 27, e Quirino José Brito, 27, foram encontrados amarrados dentro de um poço de 22 metros de profundidade, dentro do condomínio de luxo Estância Bonanza. Os três estavam desaparecidos desde o último dia 18, e a Polícia só chegou até o local do crime depois de uma ligação anônima. Segundo laudo do Instituto Médico Legal de Guarulhos, o estrangulamento teria ocorrido por um agente físico-químico, mas não especificaram como ocorreram as mortes. No local do crime, foram presas Lucimara Cristina Bueno e Juliana da Silva Melo, suspeitas de roubo. Os corpos dos três foram enterrados na tarde de ontem, em Arujá (SP), a 20 quilômetros de Santa Isabel.
No local do crime foram encontrados R$ 140,00, cartões de crédito e cheques administrativos, além do alvará de soltura de Anselmo, que havia saído da cadeia há um mês. Natural de Arujá, ele era uma figura conhecida, tendo sido suplente de vereador nas eleições de 2004. De acordo com o juiz Danilo Fontenelle, da 11ª vara Federal do Ceará, Cebola e outros acusados do crime, presos no início das investigações, teriam a sentença declarada até o fim do próximo mês. "Ele (Anselmo) foi solto depois de conseguir um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nos depoimentos que prestou, ele nunca havia falado nada de ter recebido extorsões de policiais", destaca.
Anselmo teria participado das escavações que levaram ao cofre do Banco Central. Ele foi preso depois que a Polícia Federal começou a rastrear as contas de suas empresas, que estavam fechadas e começaram a ter movimentação financeira. Embora não operasse na Capital, ele transferia dinheiro de Fortaleza para São Paulo. A prisão de Anselmo ocorreu no dia 10 de outubro de 2005, junto com as de Pedro José da Cruz, 46, o "Pedrão", e Leonel Moreira Martins, 34, acusados de terem escavado o túnel. as)
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