Marcos Cavalcante
da Redação
A direção do Metrofor diz que já possui as respostas sobre os questionamentos do TCU, e que alterações no projeto original acabaram elevando os custos
20/01/2007 01:26
Para o presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, tudo está ocorrendo normalmente, apesar das irregularidades que estão sendo discutidas no Tribunal de Contas da União (TCU). Ele diz que, desde o dia 24 de agosto do ano passado, o TCU em Brasília mandou ser necessário novos relatórios das empresas para explicar as irregularidades apontadas. "Já temos as respostas prontas, falta apenas a solicitação", enfatiza Fortes.
Segundo o presidente, apesar de parte das obras terem sido paralisadas, alguns itens como segurança e drenagem de água continuam funcionando normalmente, o que explicaria de pronto a manutenção dos contratos nos canteiros. "Existem alguns custos fixos que perduram durante a construção, não pode parar tudo de uma vez", destaca.
O diretor da MWH, empresa responsável pelo projeto, José Roberto Blanes, também responde alguns pontos levantados no relatório do TCU. Ele diz que alterações no projeto original e a falta de compreensão por parte do tribunal da metodologia empregada na realização dos serviços estão entre os motivos para o surgimento do elevado número de irregularidades, entre elas a elevação dos valores. "O TCU quer o preço e a quantidade de todos os materiais, como cimento, tijolos, terra. Mas nós apresentamos um relatório que dá o valor por metrop quadrado. E na época, em 2002, você não tinha o projeto executivo pronto", diz.
No caso da irregularidade 6, o tribunal questiona dentre outras coisas, a elevação do preço da estação Jereissati, que passou de R$ 1,8 milhão em 2002, para R$ 2,1 milhões em 2006. "É fato a diferença de valor, mas não foi por falta de elementos. Em 2002, alguns itens como rebaixamento do lençol freático foram subestimados. E, na época, também não estava prevista uma ligação com a estação de trem de Maranguape, que é um túnel", destaca.
Na observação 7, que trata das falhas na elaboração do projeto básico e que resultaram em aumento dos custos, Blanes diz que o projeto executivo não mudou a concepção da construção do metrô de Fortaleza. Mas diz que algumas alterações foram feitas para melhorar o serviço. "Na estação de Parangaba não estava prevista a construção de uma elevação para a passagem do metrô. Também havia uma estação a menos. Isto tem de ser feito na hora porque não dá para fazer depois", diz.
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