19/01/2007 02:22
O Centro de Transplante de Fígado do Ceará (CTFC), do Hospital Universitário Walter Cantídio, atende pacientes do Norte e Nordeste do País e hoje cerca de 40% dos transplantados são oriundos de estados dessas regiões. A demanda aumentou, mas o mesmo não ocorreu com o número de doações e este ano um paciente morreu sem ser transplantado e ano passado, 15. Quem também foi transplantado de fígado este mês foi Raimundo Sousa Viana, 22. "Estou me sentindo outra pessoa".
Atualmente, 101 portadores de doenças hepáticas estão cadastrados na Central de Transplantes de Órgãos e Tecidos do Ceará esperando uma doação para fazer o transplante. Quatro precisam de coração; 160 rim e 961 córnea. Huygens Garcia, chefe do CTFC, observa que existem potenciais doadores, mas por questões diversas, como a negativa da família e a demora dos hospitais para notificar os doentes em morte encefálica (falência do tronco cerebral que desempenhas funções vitais do organismo), as doações deixam se ser efetivadas. "É preciso que haja uma maior mobilização dos que trabalham nos hospitais seja na Capital ou no interior do Estado".
O presidente da Associação de Pacientes Hepáticos e Transplantados (ACEPHET), Wilter Ibiapina, diz que a luta é para conseguir criar a Casa de Apoio e que para concretizar o sonho a entidade precisa de parcerias. A Casa atenderá pacientes do interior cearense e de outros estados que estão aguardando transplante.
SERVIÇO
A ACEPHET fica na rua Coronel Nunes de Melo, 1010 - Rodolfo Teófilo
Central de Transplantes de Órgãos e Tecidos: (85) 31015255
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