19/01/2007 02:22
O delegado Jaime de Paula Pessoa, responsável pela operação que prendeu os integrantes da quadrilha, explicou que o número de participantes não é surpresa nesta modalidade de crime. "Basta começar a desenhar a estrutura da ação que se percebe a necessidade de um número razoável de integrantes para o seqüestro", explica o delegado. "Onze integrantes não é muito, cada um tem sua função dentro do crime. Num seqüestro clássico, se os criminosos forem seguir todas as 'regras', é preciso ainda mais gente", conta.
De acordo com o delegado, a quadrilha pode ter ainda outros membros envolvidos com outros bandos e até em outros crimes, mas nem sempre desempenhando a mesma função. "Quem negocia não é quem arrebatou a vítima, e quem cuida do cativeiro, que envolve pelo menos três pessoas, não pode falar com o seqüestrado. É um trabalho como numa empresa, cada um no seu departamento", revela.
Ele explica que, no caso do Douglas Duravele Simião Filho (seqüestrado no último dia 6 e que teve o cativeiro estourado no mesmo dia), os policiais da divisão anti-seqüestro chegaram a pensar que, com o estouro do cativeiro, a ocorrência estaria resolvida. "Quando achamos que poderiam ter esgotado todos os membros da quadrilha, descobrimos um financiador", conta Pessoa.
Da quadrilha presa ainda estão foragidos alguns membros do grupo, entre eles, José Rogério Carlos Barbosa. "São exatamente os idealizadores, os arquitetos do crime", conta. De acordo com o delegado, em todos os casos investigados pela Divisão Anti-Seqüestro os resultados são positivos, mas em alguns ainda não há um número expressivo de prisões. vi)
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