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Fortaleza

REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA

Criminalidade avança

A maioria dos índices aumentou, quando comparado ao mesmo período de 2005. A escalada no número de seqüestros foi o principal exemplo do que foi o Ceará na área de segurança pública em 2006


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08/01/2007 01:53

FLAGRANTE: câmera interna de hotel de Juazeiro do Norte registra a morte do recepcionista Luiz Feliseu Boré, em novembro de 2006, RECEPCIONISTA, na época, foi morto por causa de uma dívida de R$ 3 mil. O crime foi uma amostra do aumento dos homicídios no Interior
FLAGRANTE: câmera interna de hotel de Juazeiro do Norte registra a morte do recepcionista Luiz Feliseu Boré, em novembro de 2006, RECEPCIONISTA, na época, foi morto por causa de uma dívida de R$ 3 mil. O crime foi uma amostra do aumento dos homicídios no Interior

O novo secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o delegado da Polícia Federal Roberto das Chagas Monteiro, assume a pasta sob um cenário nada animador: quase todos os índices de criminalidade no Ceará aumentaram, na comparação entre 2005 e 2006. O exemplo mais visível da escalada da violência foi a onda de seqüestros que atingiu o Estado. O número de casos passou de três, em 2005, sendo dois deles ligados ao furto milionário do Banco Central, para 22, em 2006, um crescimento de mais de 700%.

A hipótese de que a repressão a outros tipos de crimes tenha forçado os criminosos a realizar seqüestros, repetida como um mantra no ano passado, é abalada a partir dos resultados da estatística criminal. O número de roubos a banco no Ceará, atividade criminosa de onde muitos seqüestradores migraram, passou de oito, em 2005, para dez, em 2006. Os roubos a pessoa saltaram de 21.915, em 2005, para 25.792, em 2006, enquanto os roubos a farmácia na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) aumentaram de 232 para 322, no mesmo período. No Ceará, somente os roubos a estabelecimentos comerciais diminuíram em 2006: eles caíram de 1.367 para 1.317.

Para os proprietários de carro, 2006 foi um ano a ser esquecido: tanto os furtos quanto os roubos cresceram na Região Metropolitana de Fortaleza. Os furtos de veículo passaram de 840, em 2005, para 1.342, em 2006, enquanto os roubos aumentaram de 673 para 864, um acréscimo de mais de 20%. A estatística não contempla os boletins de ocorrência registrados na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC). Em compensação, os roubos de carga no Interior caíram de 32, em 2005, para 26, no ano passado, segundo o Comando de Policiamento do Interior (CPI).

Os dados sobre homicídios e latrocínio (roubo seguido de morte) cometidos na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) em 2006 são preliminares. Algumas delegacias como o 9º DP(Praia do Futuro), o 30º DP (São Cristóvão), o 32º DP (Bom Jardim) e o 33º DP (Goiabeiras) ainda não forneceram os dados relativos a todos os meses. O Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) contabiliza, até o momento, 577 homicídios e 46 latrocínios, entre janeiro e novembro de 2006. Em 2005, no mesmo período, foram anotados 588 homicídios e 63 latrocínios.

No Interior, o número de homicídios aumentou, passando de 618, em 2005, para 660, em 2006. Foram 355 homicídios por arma de fogo contra 245 por arma branca. Em 60 mortes, os meios usados foram pauladas, espancamentos ou pedradas. As informações são do CPI, feitas a partir do registro de ocorrências da Polícia Militar.

A violência contra a mulher, mais uma vez, aumentou de um ano para outro. No ano passado, foram cometidos 135 assassinatos contra mulheres em todo o Estado, um crescimento de mais de 10% se comparado a 2005, quando foram registrados 118 homicídios. Foram 67 mortes na Região Metropolitana e 68 no Interior. Em 2005, foram cometidos 75 assassinatos no Interior e 43 na RMF. Os dados são da Polícia Civil.

Os números do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM) são referentes ao período de janeiro a novembro de 2006. Eles são obtidos a partir dos Boletins de Ocorrência (BOs) das delegacias distritais e metropolitanas. As informações sobre os meses de outubro e novembro ainda não estão completas, uma vez que algumas delegacias não enviaram seus relatórios mensais ao DPM. As informações sobre ocorrências no Interior foram obtidas no Comando de Policiamento do Interior (CPI).

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