HOMENAGEM
Mantendo viva a profissão
A comemoração do Dia do Palhaço tem como objetivo manter viva a profissão. Instituída em 1981, a data de 10 de dezembro foi escolhida por ser também o Dia Internacional dos Direitos Humanos
09/12/2006 15:08
Ele define os palhaços como gerentes da alegria e é o responsável pela criação do Dia do Palhaço, que surgiu em 1981. O coringa Abracadabra, também conhecido como Olnei de Abreu, conseguiu instituir a data para homenagear os artistas e o dia já é uma comemoração internacional.
A escolha, 10 de dezembro, foi em função do Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado na mesma data. E o objetivo da criação é simples: manter viva a nobre profissão. "Depois do marketing selvagem das mulheres bonitas, o negócio ficou feio para o nosso lado", explica Olnei.
Formado em artes cênicas, ele nunca pensou que seguiria essa carreira, mas decidiu ser palhaço depois de interpretar um numa peça de teatro. Fez uma pesquisa para compor o personagem e "está palhaço até hoje". Com 54 anos, ou "5.4 turbinado", como ele mesmo faz questão de enfatizar, se apresenta, juntamente com o grupo que criou, a Companhia Abracadabra, em São Paulo. E o palco muda sempre. "É na rua, nos palácios e nas favelas. Circulamos mesmo".
Ele explica que existem dois tipos de artistas. "Têm aqueles que todo mundo corre atrás quando eles passam. E aqueles que têm que correr atrás de todo mundo para conseguir atenção. Assim somos nós". Para ser palhaço, Olnei revela que é preciso saber fazer graça. "Ser engraçado é outro papo. Os melhores palhaços são aqueles quietinhos, que não fazem brincadeira. Mas quando entram em cena, botam para quebrar".
Olnei diz ainda que ser palhaço é ser humilde. "É uma arte mágica e atemporal. É a chamada reprise circense, pois as histórias são praticamente as mesmas, mas cada coloca seu jeitinho especial e faz ficar diferente". Olnei termina o discurso sobre a profissão encantada fazendo um apelo. "Os palhaços são os gerentes da alegria. Cuidem bem de nós e não deixem a cultura popular acabar". (Yanna Guimarães)
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