
TÉCNICOS da CPQT estão verificando a radiação das antenas de telefonia celular(Foto: TALITA ROCHA/ESPECIAL PARA O POVO)
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À SAÚDE
Antenas de telefonia celular não são risco
As antenas de telefonia celular instaladas em Fortaleza não representam um perigo à saúde pública. Estudos feitos através de um convênio com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) e o Centro de Pesquisa e Qualificação Tecnológica (CPQT) mostraram que o nível de radiação das antenas é cerca de 900 vezes menor que a permitida pelas agências reguladoras
22/11/2006 01:04
A radiação emitida pelas antenas de telefonia celular, na Capital, é, em média, 900 vezes menor que a potência máxima permitida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse foi o resultado do monitoramento, que está sendo realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), em parceria com os estudos do Centro de Pesquisa e Qualificação Tecnológica (CPQT), que é ligado ao Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). Fortaleza possui 399 antenas de telefonia. Dessas, 170 são da operadora Oi, 147 são da Tim e 82, da Claro.
A ação de monitoramento já faz parte dos trabalhos permanentes da Semam, mas as pesquisas vêm sendo realizadas desde agosto. A cada mês, cerca de 14 antenas são analisadas e a previsão é de que até 2008 todas tenham sido verificadas. Até ontem, 60 antenas já tinham sido observadas por três técnicos da CPQT, que elaboram relatórios periódicos enviados à Semam. Os profissionais usam um medidor de radiação, um computador portátil e um aparelho GPS, para a localização da antena.
A densidade da potência máxima permitida pela Anatel e pela OMS para exposição populacional é de nove watts por metro quadrado para o sistema GSM. O nível médio de radiação encontrado nas estações monitoradas foi de um watt por metro quadrado. Os riscos para a saúde, em caso de índices maiores, são náusea, tumores cerebrais, irritações e aumento na temperatura, conforme o diretor do CPQT, professor Edson da Silva Almeida.
De acordo com a titular da Semam, Daniela Valente, foram feitas reuniões com as operadoras de telefonia celular que atuam no Estado a fim de informar acerca da iniciativa. "Todas se mostraram bem receptivas", disse. Na Câmara Municipal, tramita um projeto de lei proposto pela Semam para disciplinar a instalação, operação e fiscalização das antenas transmissoras de rádio, televisão, telefonia celular, telecomunicações em geral e outras antenas de radiação eletromagnética. O documento foi entregue no dia 20 de fevereiro deste ano. A lei, se aprovada, irá reger as empresas quanto às regras do uso de antenas.
Em áreas de proteção ambiental (APA) e áreas institucionais não podem ser instaladas antenas. Também não podem ser colocadas em lugares onde haja instituições de saúde ou que cuidem de crianças ou idosos, como hospitais, creches e asilos. De acordo com o professor Edson da Silva Almeida, as antenas transmissoras de televisão e rádio irradiam em uma freqüência muito baixa. Portanto, não fazem mal à saúde. As antenas parabólicas também não são prejudiciais, já que são meios de captação, e não de transmissão.
O uso do celular é permeado por mitos, como lembra o diretor do CPQT. Segundo ele, os estudos quanto à emissão de radiação pelo aparelho são muitos e alguns se contrapõem. Na falta de uma certeza, o aconselhável é tomar alguns cuidados, como não carregar o celular próximo à cintura ou perto do peito. Depois de seis minutos falando ao telefone, o bom é que haja uma alternância de orelha para não concentrar a radiação. E não há problema algum quanto ao uso do aparelho em postos de gasolina. A possibilidade de uma explosão é mito, assegura.
SERVIÇO
Mais informações quanto às ações do monitoramento das antenas de telefonia celular podem ser obtidas no site da Semam: www.semam.fortaleza.ce.gov.br. A população pode sugerir antenas para análise pelo número do serviço "Fala, Fortaleza", que é 0800.285.0880.
SAIBA MAIS
ANTENAS
- As antenas de transmissão não podem ser instaladas em áreas de proteção ambiental (APA), áreas institucionais e lugares onde haja instituições de saúde ou que cuidem de crianças ou idosos, como hospitais, creches e asilos.
- As antenas transmissoras de televisão e rádio não fazem mal à saúde, já que irradiam em uma freqüência muito baixa.
- As antenas parabólicas também não são maléficas, pois são meios de captação, e não de transmissão.
SUGESTÕES QUANTO AO USO DO CELULAR
- Não carregar o celular muito próximo ao corpo, principalmente na cintura ou perto do peito.
- O aconselhável é que se fale, no máximo, seis minutos ininterruptos pelo celular. Depois desse tempo, os especialistas sugerem um descanso ou alternância de orelha para evitar a concentração de radiação.
- Não há problema acerca do uso do celular em postos de gasolina. A possibilidade de explosão é mito.
Fonte: Diretor do Centro de Pesquisa e Qualificação Tecnológica (CPQT), professor Edson da Silva Almeida
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