Ir para a página sobre a Publicidade

O POVO Online

Fortaleza

MORTES NA BASE AÉREA

Cheregato nega participação em crime

O padre Cheregato negou que tenha participado da morte de dois militares ocorridas dentro da Base Aérea. No depoimento dado ontem ao juiz militar Ruslan Blaschikoff, entretanto, ele entrou em contradição duas vezes

Marcos Cavalcante
da Redação

07 Nov 2006 - 01h55min

A+ A- Mudar tamanho

PADRE Cheregato saiu do depoimento dizendo que se considerava ¿um santo¿ (Foto: Edimar Soares)
O ex-capelão da Base Aérea de Fortaleza (BAFz), José Severino Cheregato, voltou a negar que tenha participado do assassinato dos soldados Francisco Cleoman Fontenele Filho e Robson Mendonça Cunha, dentro da base aérea. O depoimento foi prestado ontem ao juiz militar Ruslan Blaschikoff, durante uma audiência na Justiça Militar de Fortaleza. Na saída, quando perguntado sobre sua inocência, ele disse que se considerava "um santo".

Durante pouco mais de uma hora e meia em que foi interrogado, ele praticamente manteve a versão de outros dois depoimentos prestados anteriormente, mas caiu em contradição duas vezes. No interrogatório de ontem, sobre onde estava no dia 10 de setembro de 2004, data em que ocorreu o crime, o ex-capelão disse que realizou duas missas de 7º dia, uma às 18 horas, e outra às 19 horas, mas não se recorda de quem tenha sido. Em entrevista dada à imprensa em fevereiro deste ano, entretanto, ele havia dito que realizou uma missa no cemitério Parque da Paz. "Isso foi uma invenção do jornalista", pontuou o padre.

Outra contradição ocorreu quando ele foi indagado pelo juiz Ruslan sobre a primeira vez em que viu os corpos. "O soldado Fontenele, eu vi pela primeira vez na capela da base, quando ele estava em um ataúde para o velório... Já o R. Mendonça, não lembro, mas acho que foi velado em casa, vi somente no dia seguinte", disse durante o depoimento. Mas, segundo informações de outras entrevistas, Cheregato havia ido ao local do crime para encomendar a alma dos militares. Durante o depoimento, além de repetir que a imprensa havia deturpado suas entrevistas, ele também atacou o promotor militar Alexandre Saraiva, a quem acusa de o ter angustiado durante um depoimento em Manaus (AM). Na ocasião, Alexandre teria falado ao ex-capelão que ele tinha problemas psicológicos e que seria melhor confessar o crime. Ele afirmou ao juiz que estava dopado no dia do interrogatório, sob o efeito de dois remédios passados por psiquiatras militares.

O promotor Alexandre Saraiva reforça que ele deixou de explicar vários pontos ocorridos no dia do crime. "Temos que analisar o contexto em que ocorreram os fatos. Quem eram as pessoas que estavam com ele no dia?", indaga. Um dos advogados de Cheregato, João Marcelo Pedrosa, diz que ele vai continuar em Fortaleza, na casa de amigos, até a próxima quinta-feira, quando está marcada uma audiência com duas testemunhas.

Dê sua nota clicando nas estrelas

Espaço dos leitores:

Comentar esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Sua cidade:

Comentário:

Importante: Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as conseqüências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.

Botao para a página sobre a Publicidade

Indique esta notícia

Seu nome:

Seu e-mail:

Nome do destinatário:

E-mail do destinatário:

Ir para a página sobre a Publicidade

Charge

Ir para a página sobre a Publicidade

© 2008 O POVO - Todos os direitos reservados