A REGIONAL II prometeu consertar o relógio parado desde sábado (Foto: Edimar Soares)
A REGIONAL II prometeu consertar o relógio parado desde sábado (Foto: Edimar Soares)
PRAÇA DO FERREIRA
Relógio da Coluna da Hora parou desde sábado
Mariana Toniatti
da Redação

14/09/2006 02:41

No último sábado, depois de badalar às 18 horas, como denunciam os ponteiros estáticos, a Coluna da Hora da Praça do Ferreira parou. "Foi um problema mecânico", diz a chefe do distrito de infra-estrutura da Secretaria Executiva Regional II, Patrícia Coelho. Segundo ela, ainda ontem, no fim da tarde, o relógio seria consertado. "Tem que ser depois do sol baixar porque é impossível subir na estrutura de ferro antes, o material fica muito quente", explica.

O povo estranhou o silêncio na praça. "Faz falta porque adoro aquele barulho", diz Paulo Sérgio Cordeiro, 52. "Mesmo com o relógio no pulso, às vezes a gente perde a hora, esquece de olhar para o braço". Vanilson de Lima, 33, que trabalha numa das bancas de revista da praça, nota que muita gente se orienta pelo toque do relógio da Coluna. "Depois do almoço, o pessoal vem descansar aqui e conta duas badaladas, sinal de que passou a meia hora de pausa".

A estrutura de ferro, projeto do arquiteto Fausto Nilo e do engenheiro José Gonçalves da Justa, está na Praça do Ferreira desde 1991. O monumento é uma homenagem à Coluna da Hora original, de 1933, derrubada durante a gestão do prefeito José Walter, em 1967. A primeira era de concreto, estilo art déco, e inspirava-se na moda dos arranha-céus norte-americanos. "O toque da Coluna é parte da história da cidade. Faz falta, não porque informa a hora, mas porque é tradição", diz Francisco Paixão, 59 anos, "43 de praça".

Mas nem todo mundo pensa assim. "Não faz falta não, que eu tenho um relógio aqui no meu bolso", desdenha Raimundo da Silva, 71. "Tenho é raiva daquela zoada". O amigo, Pedro do Nascimento, 63, ri. "Que é isso? Muita gente se orienta por ele". Na outra ponta da praça, Geralda Bezerra Sousa, 54, sente falta das badaladas da Coluna. O som ecoa na praça a cada 15 minutos, pontualmente. "É uma zoadinha gostosa, parecida com coisa antiga", diz.

Além do conserto do relógio, a prefeitura continua as obras de recuperação da praça por mais duas semanas. "Já fizemos os bancos, mas falta a recuperação do piso e a pintura da parte metálica da Coluna, aqueles tubos vermelhos", diz Patrícia Coelho.


 

 

 

 

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