05/07/2008 14:02
A vida de Vanderlei Cordeiro de Lima é digna de livro. E uma publicação repleta de histórias curiosas. Três delas podem ser destacadas: a maneira como começou na corrida, sua primeira vitória em maratonas e a mais emblemática de todas, a medalha de bronze na Olimpíada da Grécia, em 2004.
Nascido em Cruzeiro do Oeste e criado em Tapira, ambas no interior do Paraná, Vanderlei é de uma família de bóias-frias. Nos intervalos de descanso, enquanto a maioria da criançada jogava futebol, ele se divertia mesmo era correndo entre as plantações onde a família trabalhava. Até o dia em que o professor de educação física Arnei César Moreira o convidou para disputar os jogos interescolares. Resultado: vitória e início da dedicação diária ao esporte.
Em 1994, o até então corredor de provas médias foi convidado para ser "coelho" (atleta que dita o ritmo inicial) de uma maratona na França, até o quilômetro 22. "Não tinha preparação e nunca tinha corrido uma maratona", explica Vanderlei. "Como eu tava me sentindo bem, resolvi ir adiante. Daí percebi que comecei a me distanciar dos outros corredores e nos 30 quilômetros vi que dava para ir mais um pouco. Acabei vencendo, foi uma surpresa enorme", relata.
E 2004? "Foi uma coisa inesperada. Aquilo realmente mudou a corrida. Quem é do meio do atletismo sabe que parar bruscamente bloqueia o físico. Mas jamais passou pela minha cabeça desistir da prova", afirma, ao lembrar do episódio em que o irlandês Cornelius Horan parou o brasileiro ao fim da prova de maratona na Olimpíada da Grécia. "Quando entrei no estádio, eu esqueci tudo aquilo. O que importava era aquele momento do bronze. Foi inesquecível para todo o povo brasileiro". (TP)
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