Muita música na festa de encerramento dos Jogos Pan-americanos hoje à noite. Atrações nacionais e internacionais vão agitar o público do Maracanã
28/07/2007 16:28

Lula mandou avisar que não vai. Talvez seja representado pelo vice-presidente, José Alencar. A festa de encerramento dos Jogos Pan-americanos do Rio, hoje, a partir das 18 horas, no Maracanã, vai ser diferente da cerimônia de abertura. Não só pela ausência do presidente, que não quer correr o risco de ser recebido novamente com vaias, mas também pelo tipo de espetáculo. Se na abertura a cultura brasileira desfilou pelo gramado do estádio representada por alegorias enormes e coreografias, agora a idéia é fazer o público dançar. E muito.
A cerimônia mais uma vez é cercada de mistério. Ninguém pode contar detalhes. Mas numa festa que envolve mais de três mil pessoas, entre artistas e equipe de produção, é difícil manter o sigilo. Vai ter de tudo um pouco no palco do Maracanã durante as duas horas previstas para o encerramento do Pan. O começo é bem carioca: o funk do DJ Marlboro e da cantora Fernanda Abreu vai dominar o estádio. Depois, virão a bateria da Beija-Flor, a cantora Elza Soares, a atriz e cantora Thalma de Freitas, o DJ Nego Moçambique, o pernambucano Lenine, Arnaldo Antunes, Ana Costa e a neta de Dorival Caymmi, Alice, de 16 anos.
Tem até atração internacional. É a cantora Yusa, da nova música cubana. Foi ela quem produziu o CD Lenine Incite. O uruguaio Jorge Drexler, que ganhou o Oscar de melhor canção com Al otro lado del rio, do filme "Diários de motocicleta", do brasileiro Walter Salles, teve que cancelar sua participação na festa. Não conseguiu vaga em nenhum vôo. "A cerimônia de abertura foi mais visual, esta agora será mais musical", definiu Luiz Stein, que divide a direção artística da festa com a carnavalesca Rosa Magalhães. Mais uma vez, os organizadores pedem ao público que vá vestido de branco para ajudar nos efeitos programados.
O espetáculo trará novas coreografias e vai misturar ritmos, combinando a música brasileira com toques da música mexicana, em alusão à sede da próxima edição dos Jogos, em Guadalajara, em 2011. Um grande revezamento musical com cantores e DJs fechará a festa. "A competição acabou, será um momento de relaxamento, de confraternização", explicou Luiz Stein. Os atletas vão mostrar bem este clima. Entrarão todos misturados, sem separação por países. O diretor musical Alê Siqueira também quer misturar ritmos, sem preconceitos. "A idéia é apresentar tudo que o Brasil tem", contou.
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