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SEGURANÇA

Uma abertura tranqüila

A boa organização prevaleceu e o público que foi acompanhar - a grande maioria famílias inteiras - a Cerimônia de Abertura dos Jogos Pan-Americanos, ontem teve acesso tranqüilo ao estádio do Maracanã

Roberto Pierantoni
enviado ao Rio de Janeiro

14 Jul 2007 - 02h31min

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O policiamento acompanhou rigorosamente a movimentação nos locaos próximos ao Maracanã
Milhares de pessoas, chegando de trem, de ônibus, de lotação, a pé, de carro. Famílias inteiras, gente fantasiada, a maioria vestindo branco, com ou sem uma marca que remetesse aos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, como havia solicitado os organizadores do evento. O entorno do estádio do Maracanã virou uma festa horas antes de Cerimônia de Abertura da competição, uma comemoração espontânea de quem não queria perder a oportunidade de fazer parte deste momento histórico para o esporte e para o povo brasileiro.

"Não poderia deixar de trazer minha filha para este evento único, que não sei se terei a oportunidade de ver de novo", fez questão de ressaltar o comprador Joilson Barreto, 41, que, por volta da 15 horas, uma hora antes da abertura dos portões do Maracanã, pegou o trem da Central do Brasil, na estação Méier, com a esposa, a professora Márcia Alves, e a filha Maria Clara, a mais entusiasmada do grupo. "Vai ser muito legal. Vou contar tudo para minhas coleguinhas e, minha mãe, vai falar na escola", disse a menina, vestindo calca branca e camiseta da mesma cor, com o nome do Pan estilizado.

A família Barreto, cinco minutos depois de pisar os pés na plataforma da estação Maracanã, sem atropelos e cercada por um enorme contingente policial, já estava dentro da praça esportiva e pronta para assistir o desfile das 42 delegações participantes do Jogos e o espetáculo que contou com a presença de estrelas do esporte, da música e voluntários que participaram das apresentações e coreografias elaboradas por carnavalescos da escolas de samba do Rio de Janeiro.

O esquema de segurança montado pelo Co-Rio, juntamente com as policias do Rio de Janeiro, Federal e Força Nacional de Segurança funcionou bem. As ruas de acesso ao Maracanã foram abertas apenas para veículos credenciados e a presença de ambulantes ao redor do estádio foi proibida e coibida, facilitando o acesso do público e também o trabalho dos centenas de profissionais de imprensa. "O que ajudou muito foi o fato de o Maracanã ser um ponto central e bem abastecido de transporte público", ressaltou o capitão Moretti, da Policia Militar carioca.

"Foi mais fácil do que eu pensava. A organização esta de parabéns. Queria eu que em um Fla-Flu (jogo entre Flamengo e Fluminense) fosse assim", afirmou o pai de Maria Clara, feliz da vida com a festa realizada por seus conterrâneos cariocas e mais certo do que nunca de ainda brigar - "no bom sentido" - para comprar ingressos para acompanhar os jogos da seleção brasileira masculina de vôlei e continuar gritando, como fez ontem em coro no Maracanã, "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor".

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