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Atuação do brasileiro em 97 causou surpresa em Paris


08 Jun 2007 - 01h36min

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Há 10 anos, o catarinense Guga, então com 20 anos e 66º colocado do ranking mundial, carismático, magro, cabelos revoltos seguros por uma bandana e um radiante uniforme amarelo e azul, causou surpresa ao ganhar o maior torneio do mundo disputado em piso de saibro. Único brasileiro a alcançar tal feito, ele ainda foi campeão mais duas vezes (2000 e 2001). Agora, ainda fora de forma depois de duas operações no quadril, Guga relembra alguns momentos daquela marcante conquista.

Pergunta - Se fosse um documentário, como seria mostrada a chegada de Guga com Larri Passos (seu técnico) a Paris no verão de 1997?
Guga - Essa pergunta está parecendo meio dramática (risos)... Me lembro que a gente chegou bem entusiasmado, feliz e esperançoso por um bom resultado, já que eu vinha jogando bem. Mas não esperava que fosse ser campeão. Fomos para o hotel que sempre ficávamos, curtindo estar ali de novo. Chegamos uns dias antes do torneio começar. Só tinha eu e o Fininho (Fernando Meligeni) de brasileiro na chave e a gente treinava junto.

Pergunta - O que o Larri dizia?
Guga - O Larri enfatizava muito a agressividade. Me lembro de ele sempre falar para eu ser agressivo. Ele trabalhou muito a cabeça, a parte da confiança, que para mim ainda era algo meio incerto. O principal que acho que ele trabalhou foi o emocional, naquele momento, a parte mental.

Pergunta - Em que momento caiu sua ficha em 1997 de que era o campeão?
Guga - A ficha foi caindo aos poucos, partida a partida. A vitória, a conquista do título, foi um significado mais restrito ao que eu estava vivendo ali, naquele momento. Era a vitória no campeonato e a realização de um sonho.

Pergunta- Quais as maiores lembranças daquele primeiro título?
Guga - Era tudo muito novo para todo mundo. Começo a pensar e posso ficar falando um tempão de cada jogo. É difícil dizer um jogo, uma coisa. Tenho de falar do jogo do Bruguera porque foi a final. Mas o mais marcante acho que foi o contra o Muster mesmo.

Pergunta - Como define o Federer, o primeiro do mundo?
Guga - Ele é mesmo um fenômeno. Vem superando todas as expectativas. Eu mesmo não esperava que ele fosse ter tanto êxito. Vem lidando muito bem com todas as pressões, todo o sucesso dentro e fora da quadra, as provações. É um exemplo.

Pergunta - Quais os seus planos?
Guga - Estou trabalhando para tentar recuperar a força na perna, para poder competir em alto nível. Minha idéia continua sendo disputar o circuito e tomara que no ano que vem eu possa jogar em Roland Garros.

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