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INCLUSÃO SOCIAL

Arte e esporte

Rogério Gomes
da Redação

Crianças e jovens carentes do Conjunto Alvorada integram o Projeto Revarte que, além de incentivo à leitura, oferece uma escolinha de judô que vem revelando talentos


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05/05/2007 02:51

GAROTOS DE faixas etárias diferentes aliam a prática do judô com a leitura de obras clássicas e atividades musicais (foto: Edimar Soares)
GAROTOS DE faixas etárias diferentes aliam a prática do judô com a leitura de obras clássicas e atividades musicais (foto: Edimar Soares)


O esporte como instrumento de inclusão social. É com este princípio que o Projeto Revarte (Resgate dos Valores pela Arte) está conseguindo resultados satisfatórios com 120 crianças e jovens, atendidos numa escolinha de judô. O Revarte - Judô para Todos - é desenvolvido no Conjunto Alvorada, mas conta com a participação de atletas de bairros vizinhos. "Existe até uma fila de espera, porque não podemos abrir vaga para todos", reforçou a professora aposentada Alice Domenech, que coordena o projeto.

Quatro professores de judô se revezam nas aulas aos atletas, que são ministradas de manhã, à tarde e à noite. Apenas um deles é remunerado. Os outros são voluntários. O faixa preta Neto Cardoso conta que, se engajar no projeto, está sendo uma experiência gratificante. Ele sofreu um problema de hérnia no disco, ainda como atleta, e resolveu passar sua experiência para a garotada. "Não tinha experiência como professor mas, aos poucos, os resultados estão aparecendo", disse.

O grupo de judocas, na faixa etária entre 5 e 17 anos, participa de todas as competições que pode. Neto Cardoso ressalta que as maiores dificuldades são financeiras. "Precisamos de dinheiro para as inscrições nos campeonatos, principalmente, os que são disputados fora do Estado", afirmou. Para viabilizar isso, os professores recorrem a ajuda de empresas, amigos e até rifas, vendidas pelos próprios alunos.

E com tanto esforço, os judocas não deixam de competir. No último Campeonato Brasileiro de Judô - 2ª Região - disputado em São Luís, no Maranhão, a delegação do Projeto Revarte não decepcionou. "Conseguimos medalhas de ouro, de prata e de bronze. E só não foi melhor porque ainda não temos atletas em todas as categorias", avaliou Alice Domenech.

O faixa preta Neto Cardoso acrescenta que, apesar de poucos recursos financeiros, todos os alunos da escolinha não pagam qualquer taxa pelas aulas e ainda recebem gratuitamente os quimonos. Amanhã, os judocas do Revarte têm outro desafio no tatame pelo Campeonato Cearense por Equipes, que será disputado no Colégio Rosa Gatorno, no bairro Jacarecanga.


SERVIÇO
Projeto Revarte - Rua Salvador Correa de Sá, 465
Fones: 3239-3082 (Alice)
3273-2338 (Lúcia)

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