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NO TABULEIRO

A invasão do xadrez

O 1º Torneio de Xadrez, realizado ontem, na praça do Ferreira, reuniu 200 enxadristas homens e mulheres de 12 a 80 anos. Segundo os organizadores, esta foi a maior competição em número de inscritos. Ao todo, 1.400 partidas foram disputadas


01 Mai 2007 - 01h22min

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DURANTE O TORNEIO, 100 partidas de xadrez chegaram a ser realizadas simultaneamente (foto: Edimar Soares)
Cem tabuleiros, cem cronômetros de contagem regressiva, cem partidas simultâneas, 3.200 peças utilizadas, 164 homens e 36 mulheres, 200 participantes, 200 cadeiras, três juízes, R$ 1 mil em prêmios - R$ 500,00 para o melhor homem e R$ 500,00 para primeira colocada mulher -, um total de 1.400 jogos. Este números, por si só, mostram a dimensão do 1º Torneio de Xadrez Dia Internacional do Trabalhador, que foi realizado, na tarde e início da noite de ontem, tendo como cenário o coração da praça do Ferreira, no Centro da cidade.

Números que tornaram esta competição a maior da modalidade já realizada no Ceará, segundo Ari Maia, um dos organizadores do evento, que teve o patrocínio da Prefeitura de Fortaleza e supervisão da Federação Cearense de Xadrez. "Também foi quebrado o recorde estadual de participantes mulheres em um torneio de xadrez", afirmou o também professor do jogo.

Assim que foi autorizado o início das partidas, homens e mulheres entre 12 e 80 anos sentaram em frente aos oponentes e começaram a movimentar as peças, sob a proteção de duas enormes tendas brancas. Cada um dos jogadores teria, então, 32 minutos (máximo permitido para cada confronto) para conseguir o xeque-mate. Se gastasse este tempo primeiro que o adversário sem conseguir cumprir o objetivo, era considerado derrotado.

Segundo o professor Ari, cada um dos 200 jogadores disputariam sete partidas cada um. O vencedor seria aquele que conseguisse o maior número de pontos e, em caso de empate entre um ou mais participantes na primeira colocação, o ganhador sairia pelo melhor posicionamento no ranking cearense. "A forma de pontuação é complicado, mas favorece sempre aquele que joga melhor", explicou o organizador.

Perguntado se existe um perfil, ao menos aproximado, dos praticantes no Estado, Ari Maia foi enfático na resposta. "Todo mundo joga xadrez, independente da idade, da classe social, da formação escolar, da condição física. Só não pode sentar à frente de um tabuleiro a pessoa que sofre de labirintite. Aí não tem jeito", enfatizou, sem esconder o contentamento pela movimentação criada na praça do Ferreira, que ainda recebeu um tabuleiro gigante, com peças com mais de um metro de altura.

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