Sebastião Ramos
Os ambientalistas colocam a culpa no próprio homem pelo aumento das catástrofes naturais que vêm ocorrendo no mundo
14/06/2008 15:04
Terremoto na China, tufões em Mianmar, erupções vulcânicas no Chile e na Itália, inundações na Europa e furacões no Brasil. Quando se ouve falar em catástrofes naturais, não é incomum as pessoas reagirem: "Sempre houve e nunca deixarão de existir". É verdade. Mas agora elas ocorrem com maior intensidade, deixando rastro de destruição jamais visto. Não seria por mera sorte que todos esses fenômenos vêm crescendo de maneira ininterrupta.
Quando Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, seus discípulos lhe indagaram: "Dize-nos: quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?" Deveras, então, Ele mencionou vários eventos que ocorreriam durante um período de tempo, inclusive, tremores na terra num lugar após outro. Muitos poderiam desacreditar em profecias bíblicas, pelo fato de algumas ainda não terem se cumprido, no entanto, isso não quer dizer que não se cumpram no seu devido tempo. (Mt 24: 3, 7)
Veja o que foi predito para a cidade de Babilônia: "Nunca mais será habitada, nem residirá ela por geração após geração. E o árabe não armará ali a sua tenda e os pastores não deixarão 'seus rebanhos' deitarem-se ali" (Is 13: 20). Será que esta profecia se cumpriu? Cabalmente. Quem visita Bagdá, ao sul do Iraque, pode observar apenas o retrato de uma cidade completamente em ruínas e desolação. Os governantes até que tentam erigir alguma coisa naquele lugar, porém, seus projetos não saem do papel.
Nestes últimos dias, a mídia persiste em anunciar dois grandes desastres: um gigantesco terremoto que sacudiu a China e, em Mianmar, um enorme ciclone. É alarmante o número de pessoas mortas, desaparecidas e sem abrigo na China e em Mianmar.
Para especialistas, o Brasil não está imunizado contra estes fenômenos da natureza. Nos últimos dez anos, foram registrados mais de 5 mil abalos sísmicos no País. Surpreendentemente, em Sobral (CE), um tremor recente atingiu 4.2 graus na escala Richter, fazendo com que a terra viesse tremer em Fortaleza, distante 233 quilômetros. O risco de que novos tremores ainda possam ocorrer não está descartado, até porque as atividades sísmicas estão plenamente ativas. Não podemos mais pensar que o Brasil é um lugar seguro contra terremotos semelhantes aos que têm ocorrido mundo afora.
Os ambientalistas colocam a culpa no próprio homem pelo aumento das catástrofes naturais. Não é verdade que os gananciosos, agressivamente, extraem petróleo no fundo do mar, desmatam florestas e atacam o ecossistema? Agindo assim, aumentam o aquecimento global e a natureza reage destruindo milhares de vidas e cidades inteiras. Como seria diferente se o homem tivesse cuidado bem daquele jardim paradisíaco que Deus lhe proporcionou. Com certeza, a terra hoje seria um paraíso global.
Uma mãe, quando está prestes a dar à luz, o seu primeiro filho, sente aumentar as contrações e as dores são mais fortes. De modo similar, ocorre hoje com o sistema de coisas mundial. À medida que o fim se aproxima, as dores também aumentam intensamente, porque estamos vivendo no clímax dos últimos dias. Apesar daquela mãe sofrer dores de parto excruciantes para que venha nascer seu primeiro filho, se sente contemplada e feliz ao dar à luz. Do mesmo modo, apesar das dores estarem aumentando progressivamente, com o aumento de tufões, maremotos, vulcões e terremotos, ficamos felizes por saber por meio das "escrituras sagradas" que está muito, muito próximo de o Reino de Jeová assumir o controle dos assuntos na terra e acabar definitivamente com toda sorte de desastres naturais.
O profeta Miquéias, já antes de Cristo profetizou: "E realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer; porque a própria boca de Jeová dos exércitos falou isso". E enxugará de seus olhos toda a lágrima, prossegue a profecia inspirada, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor e nem dor; as coisas anteriores já passaram. (Revelação/Apoc 21: 3 -5).
Para fazermos parte do novo sistema de coisas que se aproxima, o "paraíso terrestre", não podemos ficar desatentos como os anti-diluvianos que desconsideraram os avisos de Noé, vivendo dissolutamente, por cuidarem apenas de seus afazeres, como se nada viesse a acontecer. Os avisos estão sendo dados novamente, através da pregação das boas novas do Reino de Jeová. (Mt 24: 14)
O conhecimento exato das profecias bíblicas é indispensável para a salvação. Não é verdade que fazemos tantos cursos para aprendermos idioma, carreira profissional etc? O próprio Cristo incentivou a pesquisarmos as escrituras, e podemos fazer isso por meio de estudo bíblico sério e regular.
Se acatar o conselho, poderá sobreviver à maior de todas as catástrofes, o armagedon, a guerra do grande dia de Jeová. O armagedon não é uma guerra nuclear para destruir o planeta como muitas religiões pensam, mas uma guerra seletiva para destruir aos que arruínam a terra, os incorrigíveis, aqueles que a poluíram, desmataram etc. A terra nunca será destruída, porque Jeová a deu aos humanos para viverem nela para sempre. Não foi por acaso que o salmista alegremente cantou: "Os mansos possuirão a terra e se deleitarão na abundância de paz". (Salmo 37: 11) Portanto, se tiveres o privilégio de sobreviver ao armagedon, nunca mais sofrerá por nenhum tipo de catástrofe.
Sebastião Ramos é assistente administrativo na UFC (sebastianramos7@gmail.com)