Marcos Vinícius Araújo Cunha
31/05/2008 15:39
Certo dia, dois peregrinos caminhavam juntos em busca de água para saciar sua sede, quando um deles perguntou ao outro:
- Irmão, diga-me, se souber, qual foi a maior demonstração de amor à humanidade?
O outro, surpreso com tal indagação e muito cansado, convidou o caminhante amigo a refrescar-se à beira de um riacho enquanto descansavam da longa caminhada.
Então, disse-lhe:
- A primeira grandiosa prova de amor à humanidade aconteceu quando Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, alcançou a permissão junto a Seu Pai do pedido para redimir as máculas e os pecados de toda a humanidade. Por sua livre e amorosa vontade, mesmo sabendo que essa redenção seria obtida pelo sofrimento que homem algum jamais suportaria, quis assumir a condição humana para mostrar a sua consangüinidade com todos nós, seres humanos. A missão foi-lhe imposta por Seu excessivo amor pelos homens, pois o pedido junto ao Pai Celestial não poderia ser obrigação. Nem tampouco o Filho fora obrigado pelo Pai para missão tão dolorosa tal qual um martírio. "Qual o filho que pedindo ao pai um peixe, ele lhe dará uma serpente?" Essa, portanto, foi a primeira prova de amor à humanidade.
A segunda esplendorosa forma de demonstrar o amor à humanidade ocorreu quando Jesus Cristo, o Verbo encarnado, não se furtou à missão que pedira ao Pai para cumprir na terra. O resgate e a redenção de toda a humanidade, quando Ele, redentor dos homens, absorveu os nossos pecados com a missão de, em nome de todos, pedir perdão ao Supremo Deus. Por isso, para purificar os pecados de bilhões de indivíduos, Ele foi submetido à maior provação que um homem poderia passar, no contexto da época, e foi crucificado. Mesmo percebendo a dureza de Sua missão a cumpriu em toda a inteireza, sem contudo abusar da condição divina que revelara pelos milagres e sinais que anunciavam o Reino novo, o Reino de Deus.
Com toda a Sua vida pública, os ensinamentos, as curas espetaculares, Ele se revelava como o mensageiro do amor divino para os homens que não o compreenderam. "Veio aos seus e os seus não o receberam". Mas a docilidade característica da missão divina e dos espíritos superiores habitou Nele até na hora da morte: "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Essa, caminhante amigo, foi a segunda grandiosa revelação de amor à humanidade.
Completamente estupefato e deslumbrado com o que estava a ouvir, voltou ainda a indagar:
- "E houve alguma outra prova maior de amor aos homens?"
- Sim. Essa é a terceira e maior demonstração de amor à humanidade. Naquela época, no momento de Sua morte, "quando deu a vida por seu irmão", a incompreensão e a falta de entendimento entre os apóstolos e os discípulos foram quase desastrosas. A incredulidade e a ausência de fé naquilo que viam e com o com que conviviam transformaram-nos em órfãos desesperados e decepcionados. O Rei não assumiu o trono material nem conquistou nenhuma região nem libertou da submissão seu povo. Por isso, a confusão estava instaurada entre todos eles. "Salva-te a ti mesmo." Sentiram-se sós e perdidos no que até então acreditavam.
A promessa do amor infinito de Jesus Cristo aos homens, seus irmãos, já fora feita antes: "Destruam este templo e Eu o reconstruirei em três dias". A Ressurreição é a maior prova do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo à humanidade, porque ela revela materialmente o que muitos duvidavam e, até hoje alguns duvidam, a confirmação da vida eterna. Com a Ressurreição Jesus Cristo nos revela que somos muito mais do que seres humanos. Habita em nós a partícula divina que nos gerou, que nos mantém vivos na terra e que nos manterá eternos depois daqui.
A missão poderia não estar completa, pois os homens facilmente esqueceriam a convivência e os ensinamentos deixados por Ele, principalmente na dúvida causada pela forma de Sua morte de cruz e, portanto, aquele momento exigia a revelação divina do infinito amor de Cristo. "Vem, Tomé, toca aqui em minhas chagas". Jesus voltou na Ressurreição para provar materialmente a existência do espírito vivo depois da morte. É a demonstração infalível da vida eterna.
Jesus Cristo Ressuscitou. Alegremos-nos. Aleluia!
Marcos Vinícius Araújo Cunha é vicentino e orador da Federação das Congregações Marianas do Estado do Ceará (marviarc@yahoo.com.br)
Senhor "Orador", Sua Senhoria acredita mesmo na resurreição ? Mas sua "fonte" para essa crença é tão somente a Bíblia, não é mesmo? Sua Senhoria, com certeza nunca leu outros livros para fazer um ponto crítico, não é mesmo ? Senhor "Orador", explique-me o trecho a seguir: A doutrina da TRANSSUBSTANCIAÇÃO foi formalmente estabelecida em 1.215, no QUARTO Concílio de Latrão (o mesmo que sancionou o uso da tortura pelos inquisidores e que proibiu os judeus de possuírem terras e de enveredarem por carreiras civis e militares), tornando-se de então em diante na peça central da fé cristã (agora católica) e chamava-se A PROFISSÃO DE FÉ DA IGREJA CATÓLICA ROMANA, donde o fato de a hóstia da comunhão se transformar realmente no corpo vivo de Jesus Cristo durante a missa era tido como um dos fatos indisputáveis do mundo. Depois de, por mera reiteração, este extraordinário dogma ter sido estabelecido para satisfação geral, os cristão começaram a preocupar-se com a possibilidade de estas hóstias com vida poderem vir a ser submetidas a maus tratos, e mesmo a torturas físicas, às mãos dos heréticos e dos judeus. (É caso para nos perguntarmos porque é que comer o corpo de Jesus não seria também um tormento para ele). Relatos históricos indicam que cerca de 3 mil judeus foram assassinados como alegação deste crime imaginário. O crime da profanação da hóstia foi punido na Europa durante séculos.(sic).
José Célio Gomes Andrade.