Francisco José da Silva
31/05/2008 15:39
Ultimamente se tem ouvido de diversas pessoas que a religião é algo negativo, desnecessário e até pernicioso para a humanidade. Por um lado, essas críticas procedem de um movimento ateísta que procura negar a importância da religião para o ser humano e considera que tudo que esta propõe não passa de uma grande ilusão. Por outro, essas críticas têm como fundamento outro movimento que tem surgido à margem das religiões oficiais, este movimento procura convencer as pessoas que a instituição religiosa está esgotada e não pode mais responder aos anseios das pessoas, transformando-a numa forma de religião individualista e egoísta.
Em resposta a tudo isso devemos dizer que há uma grande confusão em relação ao conceito de religião, principalmente por parte daqueles que procuram detratá-la, pois, em geral, essas criticas demonstram muito mais que se tem procurado ingenuamente na religião aquilo que ela não pode oferecer. Também se pretende encontrar na ciência uma forma de oráculo que responderia a todas as dúvidas e resolveria todos os problemas da humanidade. Este preconceito contra a religião, que parece ter surgido com o Iluminismo, conduziu a humanidade a uma falsa ideologia, uma 'nova religião', que pretende encontrar na ciência a resposta de todas as perguntas da humanidade, bem como a resolução de todos seus problemas.
Essa ilusão de um caráter absoluto da ciência nos revela o quanto muitos destes pretensos críticos da religião transformam a ciência numa outra forma de religião, onde os cientistas se apresentam como os novos sacerdotes a serviço da salvação da humanidade. Os críticos da religião se comportam como aquela raposa da fábula de Esopo, a qual por não poder alcançar as uvas que desejava, passou a desprezá-las e dizer que eram amargas, pelo simples fato de não conseguir adquiri-las facilmente. Desta forma, compreendemos porque tais críticas são, em geral, rancorosas e revelam uma incompreensão daquilo que é realmente a função da religião.
Muitos dos novos ateus se escondem por trás do manto da ciência e do racionalismo para evitar o confronto com aquilo que eles mesmos não são capazes de provar, a existência de Deus. Nessa discussão é muito fácil negar Deus como mera criação ilusória de nossas mentes, mas negar uma idéia não significar comprovar que aquilo que a idéia representa não exista. Infelizmente tais argumentos parecem ser aceitos de forma ingênua por todos, muitas vezes nem se discute se tais argumentos são verdadeiros, pelo simples fato de parecerem científicos. Ora, em ciência tudo que se propõe como explicação de um fenômeno chama-se hipótese, esta é provisória até ser experimenta e verificada. Dizer que a ciência não encontrou provas da existência de Deus não prova que Deus não exista!
Neste sentido dizemos que a religião é algo constitutivo da essência do ser humano, pois é na religião que descobrimos que nada que é finito e relativo pode ser transformado em absoluto, como se tem feito pela maioria das pessoas, as quais absolutizam o sexo, o dinheiro, a fama, etc., e depois acabam se frustrando por não encontrarem nelas sua satisfação última. A religião não é, como pensam alguns desavisados, a grande Babilônia do Apocalipse, pelo contrário, é justamente nas verdadeiras religiões, e não nas seitas fundamentalistas (a verdadeira 'Babel', ou 'confusão' em hebraico), que se descobre o sentido do absoluto, a direção que conduz ao infinito, a transcendência. São tais seitas fundamentalistas o oposto da religião em seu sentido originário, elas são a pretensão de dar a resposta última, com base numa certeza limitada e relativa. Seitas estas que se fecham em afirmações oraculares e pretensamente querem esgotar a verdade em suas doutrinas.
A convicção de que a religião é algo constitutivo de nossa existência humana é compartilhado por grandes estudiosos e pesquisadores de várias áreas diferentes, tais como E. Durkheim (sociólogo), C. G. Jung (psicólogo analítico), Mircea Eliade (historiador das religiões), F. Schleiermacher (filósofo), entre outros. Por essa razão não se pode escapar a influência da religião ou da religiosidade, a qual faz parte de nossa experiência humana, e quando tentamos fugir dela acabamos por absolutizar coisas finitas e limitadas que não se sustentam enquanto tais, sem referir-se a algo infinito e ilimitado. Nosso desejo é tão infinito que só o infinito pode preenchê-lo.
Devemos concluir dizendo que a religião não é, como pensam seus críticos, uma forma de obscurantismo ou de superstição, pois tanto a religião quanto a própria ciência podem se tornar alienantes, obscurantistas e supersticiosas. A religião é, pois, fruto da racionalidade humana, ela nos diferencia dos outros animais, ela nos permite manter perenes as questões fundamentais que nos perseguem (quem somos? de onde viemos? para onde vamos?). Sem a religião estamos condenados à mera finitude que nos frustra em sua promessa de infinito.
Francisco José da Silva é mestre em Filosofia e professor da rede estadual de ensino em Maracanaú
O Sr. José Célio parece não perceber que sua cruzada contra religião carrega algum tipo de rancor ou mesmo mágoa por uma razão não explicitada, e ainda mais, ele demonstra tanto que a religião é tão intrínseca a todo ser humano que busca religiosamente combatê-la, mas se ele é ateu ou agnóstico, por que lutar contra algo tão insignificante e ilusório? Por que se ocupar de algo que não se crê, já que assim como temos o direito de crer há o seu direito de não crer? Acho ainda estranho criticar a religião enquanto tal, a partir daquilo que seus membros fazem, pois somos humanos e falíveis! Já pensou, condenar todos os alemães pelo nazismo! Sua lógica parece um pouco perverso e trai sua verdadeira motivação. Pense nisso!
FRANCISCO JOSE DA SILVA
Porfessor, sua crôncia, lendo-a com atenção, ela consegui trair seu subconciente. Professor, você acredita mesmo na ARca de Noé? No Dilúvio? No Paraíso? No limbo? Na maçã? Na costela de Adão que transformou-se na Mulher? Na ressurreição? Na virgindade de Maria? Nos anjos? Na santíssima trindade ? Na transsubstanciação? No Armagedon? Que a terra é PLANA ? Que a Terra surgiu conforme o Capítulo Priemiro do Gênese ? Profesor teria eu outras e outras perguntinhas para lhe fazer, conforme os cânones sagrados: Bíblia, Torá, Alcorão etc. Professor, iamgine se nos ateus e agnósticos tivéssemos também, neste Jornal, espaço como têm vocês, para discutirmos o que a ciência pensa disso tudo !! Por fim, Professor, retire das religiões todo o poder político, econômico e financeiro pra ver se ficaria um pra constar a história !! Professor, nós os ateus, agnósticos e os cientístas não são nadica-de-nada diferente dos demais; não somos mais desumanos,mais desonestos, mais mentirosos, mais mesquinhos, mais anti-éticos, mais radicais etc. etc. dos que os religiosos cristãos, mulsumanos,ortodoxos, indus, etc. etc. Creia. Leia a Bíblia, com um olhar "crítico" e veja se encontra mesmo nela toda a verdade !!!
José Célio Gomes Andrade.
Professor, Sua Senhoria não respondeu nenhuma de minhas insignificantres perguntinhas!! Repetiu, como resposta, a velha e insustentável nos dias atuais,a lógica para se acrditar nas religiões; tenha Fé, Creia etc. etc !!! Fábula ?! Como Fábula se foram escritas por DEUS?! Não é/foi assim que nos foi/é passado ?! Ou Não ??!! Já quanto aos comentários da Senhora TERESINHA, estes eu os considero tão interessante que ... bem, não vou comentar. São sólidos demais !!! Para a Senhora Teresinha,que responda a CULTURA, a EDUCAÇÃO, CIÊNCIA e a TECNOLOGIA. Basta para compreender, não ?! Talvés não pois a Senhora Teresinha deve acreditar, piamente no LIMBO e na Santíssima Trindade !!!
José Célio Gomes Andrade.
Já perguntei ao Senhor Sebastião Ramos de Oliveira, o que ele quer dizer por GOVERNO DE DEUS visto que lhe é frenquente sua afrimativa ??!! Até hoje ele não me respondeu!!! Convenhamos, não é mesmo, Senhor Sebastião ?!
José Célio Gomes Andrade.
Infelizmente o Sr.José Celio confunde o conteúdo da religião com sua forma de expressão. O saber mítico e religioso não é do tipo fábula ou conto de fadas, como vc parece insinuar, mas está num nível de compreensão relacionado a existência humana, apesar de tratá-la a partir de metáforas. Sua pretensão não é científica, mas buscar o sentido do real, o que nenhuma teoria pode dar. O que a ciência faz a partir de experimentos e teorias não passa também de uma interpretação do real, criada pelo homem e por si só não esgota a verdade, apenas aproxima-se dela. Leia mais Filosofia e esqueça de estereótipos e preconceitos sem antes conhecer as coisas. Obrigado pela provocação, ela é muito importante.
FRANCISCO JOSE DA SILVA
Apreciei com atenção o tema do artigo: "A NECESSIDADE DA RELIGIÃO". Realmente, todo o ser humano tem por natureza a necessidade de adorar ao Seu Criador. Mas gostaria de informar o que é Babilônia, A Grande, segundo o ponto de vista da própria Bílbia. Observem que esta Babilônia não poderia representar pequenas religiões como o colega José da Silva explanou em sua matéria, mas, por ser "Grande" é todo um aglomerado de religiões que predomina mundialmente. Não seria por sorte, que a profecia bíblica compara esta Babilônia com uma meretriz simbólica, que comete fornicação com os reis da terra. E não é isso que a religião tem feito durante toda a história até aos nossos dias? Seus líderes não continuam apoiando politicamente a todo custo os reis da terra, (os governos políticos?)É tão verídica esta profecia, que após a destruição da Religião, tanto os comerciantes, como os governos políticos se lamentarão, devido não terem a meretriz, ou a Babilônia para lhes proprocionarem apoio político. Já os comerciantes irão falir em sentido comercial. Portanto, não adianta mais tentarmos esconder as verdades bíblicas neste tempo do fim. Todos estão convocados a raciocinarem de modo lógico, pesquisando as escrituras, cabalmente, não segundo aqueles que fazem cócegas nos ouvidos das pessoas. Se fizer assim deixará certamente de apoiar Babilônia a Grande, para apoiar verdadeiramente o Governo de Deus que é o único meio capaz de trazer paz duradoura e por fim a iniquidade e o sofrimento. Portanto, quem acredita na Bíblia e deseja compreender o raciocínio descrito, favor, leia o capítulo 18 de Revelação/Apocalipse, completamente.
Sebastião Ramos de Oliveira
josé celio acho que vc não ler a bíblia tudo que está acontecendo está escrito.e o livro que contem mais sabedoria que já li.quem lhe deu estes dois olhos? Deus para tu enchergar toda beleza que ele fez para ti olha a beleza do mar,as flores que emfeitam teu jardim o canto dos passaros as frutas as verduras que ti alimenta mata tua fome.cuido com o que se diz de Deus na hora da dor eu quero ver quem vc vai chamar para ti livrar. meu irmão que Deus ti livre de tudo quanto for ruim nestá vida.e ti de muita felicidades não custa nada acredita em alguma coisa nestá vida. tenho tantos ex para ti contar de graças recebidas de doeças incuraveis.
terezinha ferreira silva
Os Ateu que me perdoem, mas A religião pode ser e deve ser, não alienante. Ela não tem poder "coletivo" a princípio, mas pelo seu uso doutrinário(quando bem usado) pode resultar em uma transformação interna-pessoal, que resultam num bem coletivo. As Religiões tem falhado muito no que diz respeito a melhoria da Humanidade. O Cristianismo dividido pelo Egocentrismo Intolerante do Vaticano,O verdadeiro culpado pelo esfacelamento da Igreja de Cristo. Não me refiro as outras pois não as conheço em profundidade. No nosso caso Ocidental o Cristianismo seria o dominante. Tenho estudado com muito cuidado o Jesus Cristo que as igrejas(em geral)escondem dos seu fiéis. Respeito Ateus, Católicos, Evangélicos, Espíritas etc.. Apenas cobro de todos "coerência" .Dos Cristãos posso cobrar respeito á Bíblia(não feito na maioria). Se voce acha que a Bíblia não tem verdade nenhuma, tudo bem, mas não posso ve-lo entrando numa Igreja católica.Falo isto porque sei de vários exemplos, nestes casos. Com Religião é ruim, pior sem ela!!!
Mauricio de Almeida Braga