15/11/2007 01:24

O Estado prepara-se para receber um Pavilhão de Feiras. Mas na opinião da diretora administrativo-financeira do Fortaleza Convention & Vistitors Bureau, Indira Guimarães, Fortaleza está "saindo da encubadora" na captação desses eventos. Além disso, os gastos mais expressivos vêm mesmo daqueles participantes de congressos e convenções. Segundo levantamento feito pela entidade, dos gastos efetuados pelos visitantes, os maiores são com comércio e diversão: 27,5% e 19,9%, respectivamente.
A explicação para os grandes gastos dos participantes de congressos e convenções é simples: "A convenção é financiada pela entidade. Se você vai para um evento bancado pela empresa, você tem um dinheiro gasto. Na convenção, ocorre o mesmo". Além disso, as convenções impulsionam gastos com hotéis, bens, serviços, restaurantes, comércio, artesanato, cultura, vida noturna e transporte. Em contrapartida, nas feiras os visitantes vão dispostos a comprar produtos ali mesmo no evento. As pessoas voltam-se para gastos com compras de equipamentos e reduzem o consumo na cidade. Por outro lado, requisitam pouco espaços para reuniões e atraem mais pessoas da área metropolitana local, com um raio de atração que não excede os 300 quilômetros".
Ainda assim, o chamado turista de eventos tem gastos bem superiores àquele de lazer. Para os primeiros, a média de permanência varia entre três e sete dias, com gastos diários de R$ 350. Na segunda categoria, são sete dias de permanência, com um gasto diário de R$ 150. No último ano, congressos e convenções realizados na Capital totalizaram 41; feiras e exposições, 32; e seminários, 26. Juntos, os eventos reuniram mais de 1,5 milhão de pessoas. Dos quais, 32,8% eram turistas. (CS)
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