Camille Soares e
Adriana Albuquerque
da Redação
Com o anúncio da construção de um Pavilhão de Feiras, o setor turístico acredita que tenha sido dado o primeiro passo para alavancar o turismo de eventos no Estado. Para representantes da atividade, o Estado volta ao cenário de competição com outros estados nordestinos
15/11/2007 01:24

O pedido era recorrente. Todo o empresariado turístico aguardava pelo anúncio de um novo equipamento para receber eventos na Capital. Entidades do setor reclamavam que desde a gestão anterior, com o então governador Lúcio Alcântara, um novo centro de convenções deveria estar erguido. Como O POVO antecipou, na última semana, chegou o anúncio de um Pavilhão de Feiras e da reforma do atual Centro de Convenções Edson Queiroz. Até agora, entretanto, não foi anunciado o novo - e maior - centro de convenções também aguardado, com ansiedade, pelo setor.
Em plena avenida Washington Soares, como que complementando o atual espaço, o Pavilhão de Feiras chega como um grande galpão a ser instalado onde, hoje, funciona a Academia Militar Edgar Facó e seus arredores. Parte do entorno deve ser desapropriado, com a área já decretada como de utilidade pública. Críticas à parte, o setor turístico festeja que tenha, enfim, chegado um anúncio sobre a construção de algum equipamento que alavanque a realização de eventos em Fortaleza. No ano passado, segundo dados do Fortaleza Convention & Visitors Bureau, os turistas de eventos geraram uma receita de R$ 762,7 milhões. Em todo o ano, foram captados 28 eventos. Até o último mês, a entidade já registrava 30 e projeta finalizar o ano com 40.
No Convention, a diretora administrativo-financeira, Indira Guimarães, afirma que a falta de um centro de convenções de grande porte é sim um empecilho para receber mais eventos. "Hoje o Centro já é antigo, pequeno, não temos opções modulares e sala pequenas para reuniões. Fica um custo alto para montar tudo isso", observa. Quando se fala em Nordeste, os principais concorrentes da Capital são Bahia (Salvador e Porto Seguro) e Pernambuco (Recife, Olinda e Porto de Galinhas).
Para Indira, o anúncio de um novo equipamento coloca o Estado de "igual para igual, em termos de estarmos fazendo alguma modificação". E complementa: "Como trunfo de captação de eventos, (o anúncio) é positivo". No entanto, como alerta Indira, apesar de uma expectativa de aumento no número de eventos, é cedo para dizer qual a tipologia e quanto poderia crescer.Saí Trânsito
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (Abih - CE), Eliseu Barros, vê com otimismo o anúncio de que o atual Centro de Convenções será recuperado e ganhará um Pavilhão de Feiras a seu lado. Em relação à localização, ele acredita que é possível encontrar saídas para evitar problemas com o trânsito. "Existem autoridades competentes no Ceará e no mundo inteiro que podem resolver isso, através de estudos de viabilidade. Pode abrir novas ruas, erguer viadutos e tudo mais. Não é um entrave", considera.
No que diz respeito ao novo Centro de Convenções, prefere não se manifestar por enquanto. "Com relação a esse equipamento a gente precisa de mais informações. O que foi colocado para nós foi esse pavilhão de feiras que vai ser muito bem-vindo. Agora a gente pode pensar em feiras grandes. Mas o Governo precisa esclarecer melhor isso (o novo Centro de Convenções) para as entidades e a opinião pública como um todo", conclui.
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