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Planeje sua vida para ter sucesso em 2009

O ano está acabando e as pessoas planejam a vida para o ano que vem. Saiba o que o mercado de trabalho e o de estágios reservam em 2009

Bruno Anderson
Especial para O POVO

27 Dez 2008 - 18h34min

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Paulo Vieira é consultor de empresas em gestão de pessoas (Foto: DIVULGAÇÃO)
Se você perguntar para alguém quais são as três coisas que ela mais almeja na vida, muito provavelmente uma das respostas será: "quero ter independência financeira". Muitas vezes, para conquistá-la não é preciso ganhar muito dinheiro. O primeiro passo é ter foco e saber poupar o que ganha. Esses são apenas alguns dos conselhos de Paulo Vieira, consultor de empresas em gestão de pessoas, área em que possui pós-graduação. Nesta entrevista, ele diz o que as pessoas precisam fazer para ter um ano de 2009 com êxito.

O POVO: Que conselhos você dá a quem está começando a planejar o ano de 2009?
Paulo Vieira: Olha, hoje as pessoas falam muito em gastos, mas eu vou explicar uma coisa. O primeiro ponto que as pessoas precisam entender é que essa questão de gastar dinheiro ou não, não tem relevância. O importante é saber o que elas querem para a vida delas. As pessoas gastam por que não sabem o querem. Elas precisam parar para pensar: "o que vou fazer com o dinheiro que vou ganhar?" No mundo corporativo é o seguinte: existem dois tipos de profissionais. O primeiro é aquele empregado que tem dívida, não tem colocado comida na mesa de casa e ainda está com a ameaça de ter a luz da casa cortada. Esse, com certeza, terá dor de cabeça para produzir com qualidade. O segundo tipo de profissional é aquele com metas e objetivos de vida. Esse consegue o que quer e conquista a sua independência, mais cedo, ou mais tarde.

OP: Você falou de objetivos e metas. Então, o importante é traçar planos de vida?
Paulo Vieira: Com certeza. O que adianta ser o melhor da empresa se eu não sei onde eu quero ir e não tenho projetos de vida? Quando eu não tenho um projeto de vida, eu só tenho o presente, vivo intensamente o hoje e gasto todo o meu salário de uma vez. Não estudo e nem me capacito. No caso do dinheiro, o primeiro passo para poupá-lo é ter um motivo para fazer isso.

OP: Então, o conselho é: se você ainda não tem um projeto de vida, faça-o o quanto antes?
Paulo Vieira: Sim. Existem muitas pessoas que não buscam independência financeira por que ganham pouco, mas eu conheço pessoas que ganham pouco e conseguem viver bem, pois elas administram bem o dinheiro que têm, por que elas sabem o que querem. O projeto de vida me capacita para ter independência financeira. Sucesso tem um preço. Tem pessoas que não querem pagar esse preço. Só têm sucesso as pessoas que estão dispostas a fazer o que tantas outras não estão dispostas a fazer.

OP: Para quem ganha pouco, qual é a melhor forma de poupar dinheiro?
Paulo Vieira: Os primeiros 10% que uma pessoa ganha de salário, ela deve poupar. Deixa faltar algumas coisas, depois ela adéqüa sua vida. Afinal de contas, se eu gasto menos, eu poupo mais. Veja bem, o maior gasto das pessoas são com as coisas pequenininhas que vão somando. Esses é que são os maiores gastos. As pessoas ficam comprando refrigerantes, lanches e esses pequenos gastos fazem a diferença na vida delas. A maioria vive da seguinte maneira: "pagando as contas, já estou feliz". O objetivo delas é só pagar contas. Vivem a vida a pagar contas!

OP: O que fazer então para mudar a mentalidade desse tipo que você citou por último?
Paulo Vieira: Elas precisam se tornar pessoas de mentalidade rica. Explico: pessoas de mentalidade pobre são aquelas que estão focadas apenas nos seus direitos trabalhistas. Nesse contexto, o cara da classe média é aquele que está preocupado só com o seu salário. Enquanto isso, as pessoas com mentalidade rica são aquelas que estão preocupadas com o seu patrimônio e elas pagam um preço para isso. É o seguinte, o cara que paga mais caro por um produto é o pobre, que não pechincha e paga à vista. O cara de mentalidade rica pechincha e ainda paga em duas vezes com desconto. O rico não tem vergonha de ganhar dinheiro e pechinchar. O que eu quero dizer com tudo isso é que independência financeira não tem nada a ver com quanto você ganha e sim, a como você gasta.

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