Economia
EMPREENDIMENTOS
Agora é oficial: refinaria sai em 2009
Cid Gomes comemorou ontem na tevê a assinatura do contrato de instalação da Refinaria da Petrobras no Pecém, que chama de "conquista histórica". Segundo ele, o Ceará conseguiu atrair nos últimos meses investimentos da ordem de R$ 30 bilhões, incluindo a refinaria
21 Ago 2008 - 01h44min
Cid Gomes ressaltou o impacto do empreendimento na economia do Estado, que deve gerar cerca de 90 mil empregos diretos e indiretos. "Empregos de qualidade para o cearense", destacou. "Uma refinaria desse porte tem força para mudar a economia do Estado. É possível dizer até que a história do Ceará será antes e depois da refinaria", afirmou. Em seu pronunciamento, Cid Gomes ressaltou também que o Ceará conseguiu atrair importantes empreendimentos nos últimos meses, como novas fábricas, usinas, hotéis e empresas, entre outros, que somam, junto com a refinaria, investimentos de mais de R$ 30 bilhões no Estado e mais 200 mil novos empregos.
Ele disse também que o Governo do Estado irá oferecer cursos de capacitação e qualificação profissional para que a população possa se beneficiar de tal oferta de empregos, agradeceu o empenho do presidente Lula para trazer o empreendimento ao Ceará e elogiou a atuação da bancada cearense no Senado e na Câmara dos Deputados para a concretização da vinda da refinaria, que chamou de "conquista histórica".
PRÓS E CONTRAS
Fortalecimento A economia do Ceará, por ser frágil, principalmente a economia industrial, depende muito de projetos que dão origem a outros empreendimentos. É o caso da refinaria, da siderúrgica, que são empresas estruturantes. Com a refinaria, temos a chance de implantar um complexo petroquímico que atrairia 30, 40 empresas da área da química fina. Com a siderúrgica podemos formar o pólo metal-mecânico.
Precisamos da riqueza indústria. Por isso, é preciso que a refinaria propicie a implantação de um complexo petroquímico que dê origem a produtos que serão utilizados pelas empresas que se instalarem ao redor. A refinaria e a siderúrgica estão se materializando agora. É preciso pensar no próximo passo.
- Alcântara Macêdo, economista e consultor internacional.
DANOS
O modelo de produção de energia adotado pelos atuais governantes produz danos aos ecossistemas e graves injustiças ambientais. Uma produção de energia que provoca a destruição do meio ambiente, contamina a atmosfera expulsa pequenos agricultores de suas terras tradicionais. A pressão econômica acelera licenciamentos, sem contar abrangência regional, etnias e os impactos cumulativos de indústrias geradoras de riscos à saúde coletiva. Esses investimentos vão de encontro às necessidades de produção de alimento e proteção dos sistemas ambientais. Repito as palavras do Manifesto da Rede Brasileira de Justiça Ambiental: “progresso sim, mas a qualquer preço!”
- Jeovah Meireles, professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC)
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