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Economia

Na praça, um cassino a céu aberto


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19/07/2008 14:13


Terça-feira, dia 15, 10 da manhã. Um aglomerado de gente chama a atenção na praça central de Jaguaribara. São mais de 30 pessoas reunidas ao redor de uma pequena banca. O tabuleiro é divido em duas cores: branco e amarelo. Cada um tem seis números e dois homens comandam a banca. As apostas são altas. Nota de 50 é o que não falta. Outros, mais "comedidos", preferem apostar R$ 5, R$ 10 ou R$ 20. Os "donos" da banca jogam os dados e, quem acertar o número, pode dobrar ou até triplicar o dinheiro.

A jogatina, segundo os apostadores, começa logo nas primeiras horas da manhã. "Assim que o galo canta ele chega", diz o aposentado Raimundo Lopes, 78. E só vai embora quando o último jogador deixa a praça central. O curioso é que ninguém lucra com o "cassino" a céu aberto. José Lima, dono das apostas, diz que teve prejuízo de R$ 14 mil nos últimos dias. "Tenho mais prejuízo do que lucro", conta Lima, que oferece cachaça e tira-gosto para a clientela.

Os fregueses reclamam que também só perdem dinheiro. Mas todo mundo aposta. "Já perdi mais de R$ 100 mil aqui nesses anos. Até uma F4000 (picape) eu vendi", diz em tom de exagero o comerciante Francisco Martins Braga, de 38 anos. Mas os amigos confirmam. "É verdade. Ele já perdeu sim", afirma Nivaldo Araújo, 49. Enquanto os empregos não vêm, a jogatina informal vai movimentando o dinheiro no centro de Jaguaribara.

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