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Economia

Processo traumático na construção do Porto


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19/07/2008 14:13


As desapropriações realizadas desde 1996 para a construção do Porto do Pecém foram traumáticas para os moradores da região. Célio Parente, da comunidade de Matões, conta que na época da construção do porto cerca de 200 famílias foram tiradas de suas casas e encaminhadas para assentamentos distantes, hoje praticamente esvaziados. "O pessoal tem consciência da duplicação da estrada (CE-085). Mas ninguém sabe o que empresas são essas que vão vir e o que vão fazer exatamente. A termelétrica é que deixa o pessoal mais desesperado", conta Célio, que também participa das mobilizações das comunidades.

Thiago Tozzi, ex-defensor público da comarca de São Gonçalo do Amarante, conta que vai continuar cuidando das causas coletivas dos moradores da região. Ele explica que as famílias prejudicadas com as desapropriações no passado não têm mais o que fazer judicialmente, mas as próximas podem se articular melhor. "É preciso interferir para fazer realmente parte do processo", alerta.

De acordo com Antônio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), "as questões do passado serão completamente alteradas". "A gente se confrontou com coisas negativas do passado. Mas estamos tentando fazer a coisa direito dessa vez, em benefício da comunidade. Vamos otimizar a satisfação", diz.

Maia Júnior, secretário de Infra-estrutura do governo de Tasso Jereissati, na época da construção do Pecém, diz que o processo de desapropriação se deu de forma passiva. "O Estado teve poucos problemas. As desapropriações foram feitas da melhor maneira possível", diz Maia. O engenheiro complementa que durante a avaliação de propriedades é levado em conta o valor presente da terra, e não o valor futuro. "Muita gente quer agregar valor pelo retorno que um empreendimento vai dar ao Estado. O que vale em uma terra não é a terra e si, mas as benfeitorias. Se não tinha estrada, não tinha energia, o valor é menor". (DP)

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Comentários

Nessa história toda o Sr. Maia Junior (PSDB) se saiu muito bem. Basta ver a evolução patrimonial (fonte TRE) desse senhor, nesse tempo que serviu ao governo do Tasso (PSDB). Estranho!

Francisco Mendes

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