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Preço do pão não deve baixar para o consumidor

Pães, bolos, biscoitos e macarrão, vão ser os mais atingidos pela decisão do Governo Federal, que suspendeu até o fim do ano a cobrança do PIS e da Cofins


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16/05/2008 00:29

O preço do pão francês (carioquinha) não deve sofrer alteração nos próximos meses, mesmo com a decisão do Governo Federal de isentar o trigo e a farinha de trigo da cobrança do Pis/Cofins. Quem faz a avaliação é o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitarias no Estado do Ceará (Sindpan), Ricardo Sales.

De acordo com ele, a medida anunciada na última quarta-feira (14), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, não irá reduzir o preço do pão, mas permitirá que ele fica estável. Ricardo explica que o Pis/Cofins não incide diretamente sobre o produto, nem influencia na planilha de custos das panificadoras. "Cerca de 95% delas são pequenas e médias empresas, estando, portanto, inseridas no Simples Nacional. Em termos de pagamento de imposto, não altera nada", afirma.

O que vai acontecer, segundo Ricardo Sales, é uma diminuição de 10% no preço da farinha de trigo. Será essa diminuição a responsável por manter o preço do pão estável nos próximos meses. "O preço da nossa farinha é a mais cara do Norte-Nordeste. No Ceará, a saca com 50kg custa R$ 120. Ano passado custava a metade desse valor".

Efeitos
Entretanto, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse ontem que no fim de semana ou na próxima semana o consumidor já deve sentir no bolso os efeitos da redução de impostos no trigo, na farinha e no pão francês.

"O que nós estamos tirando é 9,25% do preço do produto. A medida tem sentido, neste momento em que a inflação está subindo o custo dos alimentos, como o pão em particular". Appy disse que neste momento o Governo só tem espaço tributário para dar isenção fiscal para o pão. Segundo ele, isso mostra também que o Governo vem deixando claro, que quer tornar mais ampla a redução dos preços da cesta básica do trabalhador, inclusive na reforma tributária. "Não dá para fazer tudo o que a gente gostaria de fazer, mas com a reforma isso será mais amplo".

O secretário informou também que a medida, prevista inicialmente para durar até dezembro, pode ser prorrogada, dependendo da avaliação que o Governo fizer sobre o impacto que isso terá na redução dos preços.

Appy disse ainda que, a longo prazo o Governo pretende, com a reforma tributária ou por outros meios, diminuir a carga de impostos outros alimentos como o óleo e o açúcar.

O secretário participa de um seminário sobre reforma tributária promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. (Diego Silveira com Agência Brasil)


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