31/10/2007 02:55

Aqui nessa área existia todo tipo de pau, diz José Acássio Costa Pinheiro, da Associação Mandacaru I, em Jaguaribara, composta por famílias desalojadas para a construção do açude Castanhão. Ao todo, 170 famílias. Ao serem desalojados, receberam como promessa do governo federal e do Estado, recursos para instalar um projeto que desse meio de vida para essa gente. Antes, a maioria atuava na lida com o gado e por isso, optaram por implantar um projeto nessa atividade.
Na época, foram orientados a desmatar uma área para darem início ao projeto. O dinheiro não veio. Cinco anos se passaram e o desmatamento transformou o local em uma imensa área sem vida. “Antes, aqui tudo era uma floresta”, afirma José Acássio. O desmatamento se deu em aproximadamente 600 hectares, segundo as famílias removidas. Houve o desmatamento e depois a queimada. Depois do terreno limpo a primeira informação é que o local seria utilizado para a exploração da fruticultura.
Hoje não sabem mais a quem recorrer, destaca José Acássio. Há reuniões periódicas com vários órgãos do estado e da União, mas só surgem promessas e nada é resolvido. Nestes cinco anos, quando houve inverno, deu-se o plantio e, em seguida, o gado comia o que sobrava. Este ano, em julho, já não tinha mais nada. Um cenário desolador. Atualmente, o gado é levado pelos moradores no final de tarde, quando o sol está frio.
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