31/10/2007 02:55
Segundo dados do Instituto Agropolos, como a região do Médio Jaguaribe está situada no semi-árido, a proporção do uso de gado deveria ser de uma cabeça para 10 hectares. Mas o que há atualmente é a proporção de 10 animais para um hectare, afirma o técnico Sérgio Ribeiro. O forte em Jaguaribe é a pecuária. A superpopulução bovina afeta diretamente o solo causando a compactação e a conseqüente desfertilização do solo. Em algumas localidades, é comum encontrar o gado quase comendo terra por não ter mais pasto.
De acordo com Sérgio, do jeito que a pecuária está sendo explorada no município, a produtividade leiteira é baixa, com média de 4,5 litros por vaca, quando o custo para manter esse animal é de 6,2 litros. A Ematerce tem tentado a diminuição desse rebanho porque só traz como efeito a degradação ambiental. Sérgio explica que é possível, com a troca do rebanho, diminuir a quantidade de gado e ter melhor produtividade com a criação em confinamente através do manejo rotativo de áreas, que é a distribuição por lotes de terra e a troca posterior para recuperação do pasto.
A vantagem da adoção do manejo rotacionado é a recuperação e a correção do solo. Infelizmente não está sendo ainda aplicado por dois aspectos: falta de dinheiro e cultura. Para que isso de certo, o gado tem que ser bom.
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