31/10/2007 02:55

A diretoria da Ligas do Brasil S/A (Libra) discorda do posicionamento do secretário da Agricultura de Jaguaretama, José Auri Leite, de que a empresa seria uma das responsáveis pelo processo de desertificação na região. De acordo com Cândido Quinderé, diretor superintendente das Empresas Carbomil, grupo do qual faz parte a Libra, todo o carvão consumido na fábrica de ferro-liga é oriundo de projetos de manejo florestal sustentável que possui em parcerias.
Os cinco projetos de manejo, aprovados pela Semace, produzem cerca de 900 toneladas de carvão por mês. Implementadas em fazendas da região, as áreas de manejo ocupam, juntas, 15 mil hectares. "Projetos de manejo não fazem desmatamento, mas sim o corte raso deixando a raiz, para que ocorra depois o rebrotamento, e em espaços cercados, sem presença de gado que comeria a vegetação", explica o diretor superintendente.
Outros cinco projetos foram explorados nos primeiros 10 anos da empresa, que entrou em operação em 1990. No momento, eles estão na fase de descanso da terra, necessário para o crescimento novamente dos arbustos, que poderão ser utilizados para produção de lenha no futuro. Sediada em Banabuiú, a Libra produz ferro-liga para o mercado interno e externo e emprega 600 pessoas diretamente e três mil de forma indireta.
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