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Semi-novos atraem concessionárias

Jocélio Leal
20 Set 2008 - 02h00min

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As concessionárias de carros novos estão bem mais atentas ao segmento de usados, ou semi-novos, como preferem. O interesse maior é confirmado tanto por elas como pelo Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado (Sindivel), que até possui três concessionárias filiadas. Antes, as concessionárias faziam o repasse dos carros para os lojistas. Era mesmo um mercado tratado à parte. Repasse hoje só mesmo quando o produto está fora dos padrões mínimos da loja. Isso significa um carro mais antigo que 2003, o que inibe a concessão de alguma garantia - n'alguns casos de até dois anos. Os semi-novos dão às concessionárias uma maior margem. Isso acontece porque a maior parte do lucro na venda de novos vai para a montadora, além da necessidade de ser competitivo com descontos e redução em taxas. A favor delas, conta muito a força da marca.

O gerente da área de semi-novos da Saga, Fernando Costa, diz que a empresa começou a trabalhar com carros semi-novos há apenas quatro anos, em busca de rentabilidade. "Ficarmos com o lucro na venda dos usados que recebemos em troca de um novo. Antes, esse lucro ficava com a revendedora para quem repassávamos o carro usado". Segundo ele, o número de usados vendidos na Saga é metade da quantidade de novos vendidos. O gerente-geral da Novaluz e Água Fria (Honda), Washington Araruna, destaca: "Para o cliente é mais tranqüilidade com a documentação. Há uma nota fiscal de entrada do carro na loja". Noutros termos, responsabilidade civil pelo carro.

O presidente do Sindivel, Everton Fernandes, diz que dos remédios das revendedoras contra a concorrência das concessionárias é a união em auto-shoppings e feirões. "Atraímos clientes e reduzimos custos, como o de divulgação, por exemplo". Ele como empresário, por exemplo, comemora agora 10 anos bem sucedidos do Shopping do Automóvel, na Água Fria. Não é barato participar de feirões, mas vale a pena. As financeiras entram como parceiras, bancando custos de aluguel da área - em shoppings ou supermercados. Um revendedor com loja na José Bastos - um dos principais corredores do setor na cidade - revela: "Nos feirões, muitas vezes nem se vende muito, mas se deixa na agulha para fechar o negócio no dia seguinte". A explicação pode estar no patrocinador. Quando uma financeira banca o feirão, exige exclusividade nas operações. A venda posterior evita a obrigação.

O fato é que um não vive sem o outro. Quem compra um carro novo põe automaticamente um usado no mercado. E Everton sentencia: "Hoje, poucas pessoas se aventuram a comprar carros de particulares ou vendedores autônomos, porque não há garantias. As revendedoras também garantem a qualidade do carro, a sua procedência e as questões burocráticas".


VENTO DE BRASÍLIA
A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) foi ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e ouviu que o Governo pretende mesmo fazer leilão exclusivo para energia eólica no primeiro semestre de 2009. A ABEEólica quer mais. Propõe que o leilão seja o primeiro de uma série, incluída em um plano de longo prazo para incentivar investimentos na indústria brasileira fornecedora de equipamentos e componentes para o setor eólico. O presidente Lauro Fiúza Jr. diz que uma forma de garantir equilíbrio entre importações e produtores nacionais. Os projetos eólicos são mais rápidos que as demais formas de geração de energia, além de serem absolutamente anti-poluentes.

HORIZONTAIS
Outra conta - Ao contrário do que informou a Coluna, a conta do Estado ganha pela Caixa não é a conta dos servidores, mas a Conta Única do Estado, que era do Banco do Brasil. Foi nessa negociação que entraram recursos a serem usados na reforma do Palácio da Abolição

Tita - O Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL/CE) promove dia 25, de 8h às 17h, na sede da Fiec, o 6º Encontro Cearense de Estagiários. Dentre as várias palestras, a campeã de surf Tita Tavares. A professora da UFC, Cláudia Buhamra fala sobre "O marketing e o Desenvolvimento Pessoal".

Música S/A - O Projeto MPB Petrobras reestréia em Fortaleza, agora com o grupo mineiro 14 Bis, dias 27 e 28, no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar. Abertura local de Márcio Resende. Tem produção local da Free Lancer Produções.

Sem chute - De olho no Centro, mas sem querer atirar a esmo, uma construtora local contratou uma pesquisa para delinear as características e potencial do comércio popular.

Estréia - Vertical S/A estréia na Calypso FM (106.7) nesta segunda-feira. Serão quatro edições diárias.

Domingo - Amanhã tem Vertical S/A em horário alternativo às 19 horas na TV O POVO.

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21/09/2008
21:32

"Estréia - Vertical S/A estréia na Calypso FM (106.7) nesta segunda-feira. Serão quatro edições diárias". Meu camarada, você esqueceu o principal, a hora do programa. Desse jeito, como é que você quer que seu leitor escute o programa? Ainda que fosse o dia todo, teria que dizer: a partir das 7, das 8 ou das 9 da manhã, etc. Você já perdeu um ouvinte em potencial, logo na estréia. Essa seria o que se poderia chmara uma estréia fracassada. Vôte! Geraldo Sales / Juazeiro do Norte-Ce.

gdosales

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