Publicidade

Jornal O POVO Leia o Jornal de Hoje


Vertical S/A

VERTICAL S/A

Tem poeira no beco

Jocélio Leal


Diminuir a fonte do texto Aumentar a fonte do texto Indique esta notícia  Imprima esta notícia

18/08/2008 00:19


A Prefeitura tem nas mãos um senhor problema em se tratando de Beco da Poeira, o principal ponto de comércio popular do Centro. Já em termos de soluções, há diversas propostas, dos mais diferentes formatos, tamanhos, preços e cores. Primeiro o problema: remover do local cerca de 2 mil permissionários do Beco, que precisa ser demolido para dar lugar a uma estação de passageiros do futuro Metrofor, o estadual metrô se superfície de Fortaleza. Sem a remoção, as obras não podem avançar e o cronograma vai ficando ainda mais apertado. Para retirar os permissionários - uma turma em parte formada por gente que paga muito pouco, mas fatura muito bem - é preciso, no mínimo, oferecer uma alternativa para localização. Um novo mercado começou a ser erguido num terreno próximo, mas houve controvérsias na gestão dos recursos entre os permissionários, incluindo um racha na entidade que os representa, o que até gerou uma nova associação. Do novo mercado só há um esqueleto incompleto.

Pelo menos duas das propostas têm o mesmo endereço, a avenida do Imperador, no edifício que outrora fora uma indústria têxtil, bem perto do Beco da Poeira. O local, de quase uma quadra inteira, tem capacidade para abrigar um shopping popular de pelo menos três pisos e mais estacionamento no subsolo. O térreo poderia ter cerca de 2 mil boxes - quantidade similar ao Beco. Em dois mezaninos abrigaria lojas e serviços, como agências bancárias e restaurantes. Tudo interligado por elevador e escada rolante. Feito em pré-moldado, ficaria pronto em 180 dias. A idéia acima já é um projeto e está há alguns dias sobre alguma mesa ou n'alguma gaveta da Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) à espera de aprovação. O maior interessado no aval da Prefeitura é o dono da área, José Pompeu de Sousa Brasil Jr. Ele seria o principal empreendedor do shopping.

Uma outra hipótese, conforme apurou a Coluna nos corredores da Secretaria Regional do Centro e Semam, envolve uma desapropriação e um declarado ato de desprendimento. Pela proposta, que vem ganhando força, o Município faria a desapropriação da ex-indústria - num valor que não seria menor do que os R$ 12 milhões alegados pelo dono- e teria a área disponível para implantar um novo mercado no local. Uma construtora local até teria apresentado a proposta de erguer sem nenhum custo, ganhando em troca o direito de explorar as áreas afora os boxes. Ao contrário do primeiro projeto, no qual os boxes seriam vendidos, os comerciantes continuariam como permissionários. Nesse caso, o dono do terreno seria bem pago e desistiria de empreender, mas ficaria empoeirado o ar de outras construtoras interessadas.

Um novo centro de comércio no Centro é sempre bem-vindo. Significa mas energia na economia da região central da cidade. Todavia, de concreto tem-se que em ambas as opções a solução para o Beco da Poeira não estaria garantida. O que asseguraria que os atuais permissionários iriam mesmo deixar o Beco? O surgimento de um novo pólo comercial na área e com perfil também popular deveria atrair os comerciantes, mas estes poderiam apenas para abrir filiais. Caso um só permissionário insista em ficar, o problema persistiria e nada seria resolvido. Será preciso, portanto, agir com rigor, mas também com o máximo de clareza possível.

PERNAMBUCO
O Atlântico Sul, em operação há cerca de uma semana no complexo portuário e industrial de Suape, em Pernambuco, é considerado no setor, o maior do hemisfério Sul. Trabalha na encomenda de uma plataforma de petróleo e de um navio petroleiro da Transpetro.

ESTATAIS
O Banco do Brasil pretende concluir até o fim do ano a compra dos bancos Nossa Caixa e Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). O presidente Antônio Francisco Lima Neto tem dito que até outubro fecham com o estatal catarinense e até novembro com o estatal paulista. Era tudo o que o pessoal do BEC queria.

HORIZONTAIS
Palaciano - Sílvio Palácio está cheio de planos e ações na Fazauto. Depois de voltar de especialização na Espanha, ele tem feito ajustes na parte operacional, com o remanejamento de técnicos e gerentes. A loja tem 37 anos de mercado.
Lucro - A Gafisa, que possui um pé nas areias do Porto das Dunas, subiu em declarados 67% o lucro líquido do segundo trimestre obtendo R$ 58,7 milhões. Fora de R$ 35,2 milhões em período idêntico de 2007. De janeiro a junho deste ano, lucrou R$ 100,3 milhões. Isso é 80% em relação aos primeiros seis meses do ano passado.


Compartilhe esta Notícia o que é isso?

  • Linkar esta matéria ao Delicious
  • Linkar esta matéria ao Menéame
  • Linkar esta matéria ao Technorati
  • Linkar esta matéria ao My Yahoo
  • Linkar esta matéria ao Bookmarks
  • Linkar esta matéria ao Rec6

Comentários



Adicionar O POVO como Página Inicial · Adicionar O POVO aos Favoritos · Política de privacidade · Assine · Publicidade · Contato