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Área financeira da Petrobras vai mudar para Salvador

Ivonildo Lavôr


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04/08/2008 00:15


O baiano Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, deu uma puxada de brasa para sua sardinha. Decidiu concentrar todos os processos de cobrança da companhia em um prédio alugado em Salvador. Para lá, serão transferidas operações como as gerências de tributos, financeira e de contabilidade. A diretoria financeira continuará na sede do Rio de Janeiro.

A estatal tenta justificar a medida dizendo que vai reduzir custos e concentrar as atividades em um só local. Esses setores, hoje, funcionam em oito cidades de vários estados do Norte, Nordeste e Sudeste. A estimativa é que em um ano sejam transferidos para a capital baiana cerca de 500 funcionários.

Segundo a empresa, os atuais funcionários estão sendo convidados a aceitarem a transferência, caso não aceitem poderão continuar nas cidades onde atualmente trabalham. A Petrobras informou que, se faltar mão-de-obra, pretende contratar na própria região de Salvador. As atividades que serão concentradas em um único prédio em Salvador estavam nas seguintes cidades: Vitória, Salvador, Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Macaé, Aracaju, e Manaus.

A Petrobras explicou que o critério de escolha de Salvador foi técnico. Também teria sido levada em consideração a preferência dos empregados, identificada em uma pesquisa. Outros motivos apontados para a escolha de Salvador são o custo, qualidade de vida e disponibilidade de moradia, entre outros.

Sérgio Gabrielli concorreu apenas uma vez ao Governo da Bahia. Foi em 1990, pelo PT, quando perdeu para o todo-poderoso senador Antonio Carlos Magalhães.

SEMINÁRIO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Fortaleza vai sediar na próxima quarta-feira o primeiro Seminário de Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia-Finep, por ocasião do IV Seminário de Gestão da Inovação Tecnológica do Nordeste (Inova), no Centro de Convenções. Os seminários são projetos desenvolvidos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC). A inscrição para o seminário é gratuita.

A programação dos seminários continua até 18 de setembro em mais oito cidades: Maceió (AL), Aracaju (SE), Blumenau (SC), Vitória (ES), Divinópolis (MG), Curitiba (PR), Campina Grande (PB) e Petrolina (PE). O principal objetivo dos seminários é difundir a inovação para o incremento de competitividade nas empresas. O evento é dirigido, principalmente, a empresários e estudantes, que poderão conhecer os instrumentos de incentivo à inovação existentes em todo o País.

DEMISSÕES À VISTA
Dois meses é o prazo definido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para analisar o pedido da Gol para unir em uma única empresa as subsidiárias Gol Transportes Aéreos e a Varig. A união formal resultará em mudanças, do número de empregos até alterações para o consumidor. Consultores de aviação dizem que haverá fusão da malha de vôos e da tripulação, unificação de diretoria e estruturas de terra, como balcões de atendimento em aeroportos, o que acarretará em demissões. As duas empresas hoje têm 16,6 mil trabalhadores.

ANTECIPAÇÃO VIRA LEI
O presidente Lula assinou decreto formalizando a antecipação do pagamento de metade do décimo terceiro salário de aposentados e pensionistas do INSS. O pagamento para cerca de 21,4 milhões de pessoas será feito com a folha de agosto, depositada entre os cinco últimos dias úteis do mês e os cinco primeiros dias úteis de setembro. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União. Segundo o Ministério da Previdência, com a antecipação as despesas do INSS em agosto somarão R$ 21,9 bilhões. Só a parcela antecipada do décimo terceiro representa a injeção de R$ 6,9 bilhões na economia.

QUEM MAIS INVESTIU
As empresas estatais federais investiram R$ 20,1 bilhões no primeiro semestre de 2008, de acordo com relatório publicado no Diário Oficial. O valor é o maior registrado para o período desde 1995 e 14,4% superior ao do primeiro semestre do ano passado, R$ 17,6 bilhões. A Petrobras investiu R$ 18 bilhões, ou seja, 89% do total. O Grupo Eletrobrás aparece bem atrás, com R$ 1,45 bilhão aplicados em obras e equipamentos.


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