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Siderúrgica: Nova reunião hoje

Jocélio Leal


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11/07/2007 01:16


Será realizada hoje em Fortaleza mais uma última reunião entre Petrobras, Governo do Estado e investidores estrangeiros na Ceara Steel. As partes estão analisando os contratos já assinados e revisando ponto por ponto, neste novo cenário pós-braço torcido da Petrobras quanto ao preço do gás. Restam ajustes jurídicos e acertar o indexador do reajuste do preço do combustível nos 20 anos de contrato. Há impasse, mas não tensão.Um dos participantes da reunião de ontem no Rio de Janeiro (sede da estatal) disse que o clima é de absoluta tranqüilidade nas discussões. Resolvido o contrato operacional com terminal portuário do Pecém. O secretário Ivan Bezerra está confiante. Disse à Coluna que se não resolverem hoje haverá outra rodada amanhã, no Palácio Iracema. Uma coisa é dada como certa pelos negociadores: o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, apenas tolera o desdobramento do caso e não deverá participar do sonhado lançamento.

O principal impasse para o empreendimento era o fornecimento de gás para a Ceara Steel. Desde agosto do ano passado o tema se arrastava, até que na semana passada o preço foi acordado em US$ 5 por milhão de BTU de gás para o fornecimento diário de até 1,3 milhão de BTU, durante 20 anos. Acima do volume, haverá variação do valor.


TASSO "APANHANDO UM POUQUINHO"
O senador Tasso Jereissati (PSDB) preferiu brincar a respeito do assunto que mais o perturba hoje na vida privada: a proposta de referendo sobre a construção da torre empresarial Iguatemi. Foi na noite de anteontem na Fiec, quando falava sobre ZPEs. Ele começou sugerindo que um aeroporto de cargas no Pecém seria uma boa oportunidade de negócios, no que o secretário Ivan Bezerra (Conselho de Desenvolvimento Econômico) devolveu em tom de brincadeira: “Para você também, Tasso”. E o senador replicou: “Eu? Não posso nem levantar o dedo que já vêm falando em referendo!”.

No final do evento, ao ser homenageado com uma placa pelo anfitrião, Roberto Macêdo, ele desabafou. Disse que a deferência era um conforto pelo fato dele estar “apanhando um pouquinho no Ceará como empresário”.

A Federação das Indústrias, assim como as principais lideranças empresariais do Estado, demonstram união contra a proposta da prefeita Luizianne Lins. Roberto Macêdo até havia preparado um texto afirmando a preocupação da classe empresarial quanto à insegurança jurídica que o referendo representa. Como o assunto não virou pauta oficial, acabou adiando.


HÁ UM GOLPE NA CIDADE
Aconteceu com amigo da Coluna. Ligam para residência e se intitulam funcionários da operadora de TV a cabo. Informam que dias atrás técnicos vieram a sua residência atendendo a um chamado, mas não puderam completar o serviço, pois não havia ninguém em casa. Desta forma, pedem para confirmar o telefone e endereço para que possam retornar. Caso confirme o telefone e endereço, o assalto será consumado sem problemas, pois os bandidos chegariam ao prédio/residência e se apresentarão como funcionários da empresa. O porteiro anunciará e a vítima, como estaria sabendo da vinda dos “técnicos”, autorizaria a entrada sem provocar qualquer suspeita. A operadora também é vítima.


TAMBOR DE FREIO
O presidente da Durametal, indústria cearense de tambores de freio, Fernando Cirino Gurgel, diz que vai muito bem a sociedade com o grupo espanhol CIE Automotive, para quem vendeu 50% do controle da empresa em setembro do ano passado. No meio a meio, porém, Cirino mantém a Presidência. Por contrato, diz que nomeia e destitui. Segundo ele, mercado superaquecido fornecendo para Mercedes Benz, Volkswagen Caminhões e Volvo.


PÉ GRANDE
O gerente administrativo financeiro da Grendene, Emílio Neto, diz que é cedo para definir como será o desenho da Vulcabrás (do mesmo grupo) pós-compra de 15% da Azaléia. Hoje, a Vulcabrás já tem fábrica no Ceará, onde produz tênis com a marca Reebok. Os 15% são apenas um primeiro passo, pois a intenção seria a aquisição total. Comprando toda, se tornará uma gigante nacional, ficando maior que a Grendene. A Grendene faturou R$ 1,1 bilhão no ano passado. Vulcabrás é controlada por Pedro, irmão de Alexandre Grendene.


DE SÃO PAULO
Com declarada previsão de faturar R$ 1,2 bilhão este ano, está chegando ao Ceará a CIA Lançamentos Imobiliários, de São Paulo, mas com atuação em 21 cidades do País. Há cinco anos já vende lotes do Alphaville Eusébio. Fica na Santos Dumont, onde investiu nas instalações alegados R$ 350 mil. Tem 30 corretores trabalhando na cidade.


HORIZONTAL
Repetição - Por um erro de edição, a Coluna publicada ontem foi a mesma do sábado passado.


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Construir condominios do tipo Alphaville na região metropolitana de Fortaleza, só se for para clientes externos, pois a turma daqui não esta com esse cacau todo não. Todavia, é mais uma oportunidade de se atrair investimentos para o Ceará. Um cidadão que mora em São Paulo e esta se aposentando apreciaria mais morar em Fortaleza, curtindo os 27° com ceu de brigadeiro que em sua terra se protegendo do frio e poluição do ar. A aposentadoria pode levar a ociosidade e consequentemente a depressão. O clima caliente contribui para uma vida mais movimentada. Além disto poderia voltar a ser estudante, já que temos tantas universidades aqui. Estudante que tem 3 meses ao ano de férias e que não recebe telefonema do chefe no bar. Como esta aposentado não precisaria mais concorrer com o mercado de trabalho com os jovens e adqueriria mais cultura. Ainda por cima aqueceria o comercio local. Taí outro nincho que a economia poderia crescer sem depender de tantos complicadores, como uma siderurgica.

Claudio Carneiro

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Ai que peninha! Quer dizer então que o Coronel-mor Jereissati está "apanhando um pouquinho como empresário no Ceará"? Mais antes apanhe ele até porque motivos tem de sobra do que o nosso Rio Cocó e consequentemente o povo de Fortaleza. Uma surra no Coronel-mor será como um carinho ao nosso Meio Ambiente que penhoradamente agradece. REFERENDO JÁ!!!

Jorge Luiz Nobre Mota

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