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A missão de Cid na Inglaterra
Jocélio Leal
23 Mai 2007 - 02h09min
Na palestra que fará na Embaixada do Brasil em Londres, no dia 29, o governador Cid Gomes tentará convencer grandes corporações européias a contratarem no Estado a produção terceirizada de softwares e serviços offshore. O evento, promovido pelo Ministério das Relações Exteriores, reúne executivos que respondem por orçamentos anuais de tecnologia da informação e comunicações de US$ 50 milhões a US$ 1 bilhão. Corporações que suprem em outros países necessidades no chamado mercado offshore outsourcing (terceirização no exterior), que movimenta US$ 35 bilhões por ano e que ainda pode dobrar de tamanho. Com Cid vão o secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, René Barreira, o presidente da Secrel, Ricardo Liebmann, o presidente Cláudio Violato e o superintendente do Instituto Atlântico, José Eduardo Martins. No evento estréia a Secrel International, formada pela cearense Secrel, Instituto Atlântico e a Firm Economics, da Inglaterra, dos sócios Terry Boyland e David Pristley.
Neste mercado, a Índia é líder. Depois vem ela, a China, Costa Rica e República Tcheca. O Brasil está na 15ª posição no ranking global, todavia, de acordo com o Relatório Mundial Outsourcing, pode chegar ao quarto lugar em 2015. Terry Boyland, Chief Information Officer (CIO) da Secrel International, que já negociou mais de US$ 1,5 bilhão no mercado offshore asiático, do qual é consultor internacional, aposta no potencial do Brasil, país que estudou antes de escolher o Ceará.
A favor do Brasil, diz Boyland, custos razoáveis, boa ética empresarial, boas relações com sindicatos, empreendedorismo, ambiente político aceitável e ótimo investimento em pesquisa. Vantagens do Ceará: a qualidade da mão-de-obra de preço competitivo em relação ao custo no sudeste brasileiro e a certificação internacional dos processos e serviços. Foi bem recebida a conquista do Cabability Maturity Model Integration (CMMI) nível 3 pelo Instituto Atlântico para todos os processos da área de desenvolvimento de software.
ATLAS BRASIL
O Atlas Brasileiro de Energia Solar revela o potencial de todo o País em alta resolução. O trabalho é resultado de investimentos de R$ 600 mil, desde 2001, no projeto Solar and Wind Energy Resource Assessment (Swera), assinado pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe). O atlas estará em bibliotecas de universidades brasileiras e do Exterior, sobretudo EUA e Europa. Está no endereço www.cptec.inpe.br/sonda.
ATLAS CEARÁ
O Ceará está a um sopro de ser o primeiro estado a possuir um atlas específico. O Centro de Energias Alternativas e Meio-Ambiente do Estado (Cenea) já teve até aprovado o projeto no Ministério das Minas e Energia. Não saiu ainda porque os recursos ficaram contingenciados (retidos). Sob o título "Atlas Solar e Métrico do Ceará", será ainda mais criterioso e preciso acerca do potencial do Ceará. O atlas cearense é fruto de uma tese de mestrado do Mestrado em Energias Renováveis (da Uece), orientada pelo professor Fernando Ramalho. Em tempo, o Cenea mudou de comando. Agora é o professor Oswaldo Carioca (UFC).
ELAS E OS CARTÕES
A indústria brasileira de cartões de crédito movimentou no primeiro trimestre do ano declarados R$ 18,8 bilhões em transações realizadas só pelas mulheres. Na distribuição regional, o Nordeste apresenta a segunda maior participação, com 25% do total movimentado atingindo um volume de R$ 4,7 bilhões. O Ceará representa 24% desse volume, o que o torna como o segundo maior estado da região. No Nordeste, o público feminino detém quase 12 milhões de plásticos, ou 30% dos 39,8 milhões de cartões nas mãos das brasileiras. As mulheres cearenses detêm 21% dos cartões da região. Estas informações estão no estudo "Cartões de crédito para as mulheres", que será divulgado hoje diretor de Marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon.
QUEM CAI
O curto-circuito no Ministério das Minas e Energia e o ministro eletrocutado Silas Rondeau gerou um blecaute nas negociações entre o Ministério e o grupo que defende a energia eólica. Políticos e técnicos que brigam por leilões específicos para a energia dos ventos. Havia uma reunião marcada para amanhã com a parte técnica, que foi adiada a pedido do pessoal do Governo. Este time de técnicos não cai com Silas, são de carreira. Mas o secretário-executivo, Nelson Hubner, cai junto.
CALCINHA E SUTIÃ
Fundada há quase dois anos, a Associação da Moda Íntima do Ceará (Amic) lidera a indústria de lingeries. Os 25 associados representam declarados 30% de todo o volume produzido no Estado. O faturamento médio mensal alegado é entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões. Geram estimados 10 mil empregos diretos e produzem 80% da produção local. Com este perfil, promove de três a 5 de junho a 1ª edição do Moda Íntima Ceará, no Centro de Convenções.
IMAGEM
Capa da vetusta The Economist está impagável. Sob o título "America's Fear of China" - Medo americano da China - traz um urso Panda agarrado ao Empire State Building, numa referência direta a King Kong.
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