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Feirão da Caixa será em junho

Jocélio Leal
16 Mai 2007 - 00h42min

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Fortaleza entrou no time das 10 grandes cidades onde haverá feirão de imóveis da Caixa Econômica Federal no próximo mês. Novamente será no Sebrae, na Monsenhor Tabosa, de 22 a 24 de junho. Será a terceira vez em que o banco estatal recorrer a um formato das concessionárias de automóveis. No cardápio haverá imóveis com preços variando entre R$ 40 mil e R$ 1 milhão. Quem ganha até R$ 4,8 mil por mês terá juros anuais entre 6% e 8,66% nos financiamentos. Renda mais alta, juros de até 14% ao ano. Prestações em até 240 meses. Novos financiados em até 100% do preço e os usados em até 80% do total.

O PIQUE DA MOTA MACHADO
A Mota Machado lança amanhã o condomínio Acqua, na Leonardo Mota com Carolina Sucupira, na Aldeota. Planejam por no mercado em 2010 as 42 unidades de 140 m. O diretor da empresa, Adalberto Machado, diz que neste a base ainda é o financiamento próprio, mas cada vez mais os bancos privados entram no menu. Já apresentam tabelas de 100 meses. Na CMM, a outra construtora onde Adalberto se divide, avançam as obras da nova garagem da Expresso Guanabara, na BR-116, na Aerolândia. No cronograma, entrega em 15 de agosto.

OS BONS VENTOS DE LAURO
O empresário Lauro Fiúza, dono de 155 MW em quatro parques aprovados no Proinfra,- o programa de incentivo às energias alternativas - é um otimista com relação ao futuro da energia eólica no País. Para ele, que está definindo quem vai fornecer os aerogeradores de que precisa - possivelmente a alemã Fuhrländer -, a atual desatenção do Governo diante da energia dos ventos vai passar. Lauro acredita que a estratégia do Governo será mesmo limpar a pauta de projetos de hidrelétricas, hoje em fila indiana à espera de licenças ambientais, para depois centrar fogo nas usinas eólicas - uma caminho inevitável. Mas, como ele reconhece, o mercado é bem mais cético. Há o entendimento de que, dada a demora para a conclusão de um projeto hidrelétrico, o País pode ficar sob ameaça de novo apagão em breve. Em tempo: Lauro, um dos fundadores do CIC, receberá este ano a medalha do Mérito Industrial da Fiec.

Hoje o Ceará tem 500,5 MW aprovados em energia eólica. Uma parte a ser implantada no curto prazo. Há projetos que, por contrato, têm de entrar em operação até o final do ano que vem. Outros já em 2007.

GUERRA FISCAL COM MENOS OXIGÊNIO
Há um entendimento comum aos executivos que tocam a política de atração de indústrias para o Ceará: a guerra fiscal entre os estados mudou muito nos anos recentes. E não mudou porque os estados decidiram se valorizar mais. Na verdade, a razão foi perda de fôlego. Acabou o oxigênio para fazer tanta apnéia. No Ceará, o freio aconteceu quando se parou de conceder incentivos acima de 75% do ICMS. Estes dias mesmo andou pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE) uma empresa querendo investir em energia eólica no Pecém. Ok, mas queria terreno, terraplanagem e um vendaval de isenções.

Na guerra, porém, há estado que chega a cometer isenções de, pasmem, 98%. Na Bahia aconteceu há não muito tempo para atrair uma indústria de calçados. Pernambuco não faz mais dessas coisas. Sergipe, na área de influência baiana, sim. A favor dos estados do Nordeste, a possibilidade de redução de 75% do Imposto de Renda devido, para empreendimentos novos.

UMAZINHA
Houve euforia no Governo do Estado com a decisão da Justiça de negar o pedido de liminar feito pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) para barrar o fornecimento de gás para a Ceara Steel. Não é nada para ganhar o campeonato, mas pelo menos foi uma partida vencida. Como já dissera o governador Cid Gomes, o Ceará já fez o que podia.

VIDRO
No mesmo endereço onde outrora funciona a extinta Crasa Shopping Car e mais recentemente a Beto's Car - Abolição com Oswaldo Cruz - vai abrir em breve uma filial da Autoglass, especializada em vidros automotivos. Trabalha com franquias. Cada uma tem custo estimado em R$ 235 mil. Como atrativo oferecem contratos com grandes seguradoras em todo o País.

CHECO
A Comissão de Economia, Agricultura e Transporte do Senado da República Checa foram a Pernambuco estes dias ter com o Governo local. Disseram haver interesse em investir em projetos de infra-estrutura e citaram obras como a Ferrovia Transnordestina, o Porto de Suape e o Pólo Têxtil.

RETÓRICA...
O acordo entre a Petrobras e a venezuelana PDVSA para a construção de uma refinaria - aquela - "caminha a passos largos, no dizer do diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A afirmação, desprovida de concretude, foi apenas retórica - foi uma resposta à perguntas sobre possível desistência da estatal venezuelana.

...E FIASCO
O pontapé inicial a faltar seria a entrada em operação do campo de Orinoco, na Venezuela. Neste campo, a Petrobras teria participação de 40%, a mesma participação da venezuelana na refinaria brasileira. Pesa muito para o impasse o valor das reservas. Não é barato extrair o óleo de Orinoco, o que exige investimento alto. Sabe como é, isto está cheirando a fiasco.

SEGURA
Cresceu estimados 15% o número de profissionais que recorreram ao seguro-desemprego formal, no mês passado, nas unidades do Sine/IDT, em comparação ao mesmo período em 2006. Foram 9.654 trabalhadores solicitando o benefício. De janeiro a abril foram 40.156.

HORIZONTAIS
POVO NOS BAIRROS - Do leitor Mário Albuquerque: "Até quando AMC vai fechar os olhos para a loja Cordeiro Auto Peças, na Raul Barbosa?" Diz que a oficina-loja 24 horas ocupa a calçada e estaciona guinchos no passeio.
CARROS- A Avis Rent a Car está comprando seis mil automóveis zero quilômetro da GM, num investimento anunciado de R$ 180 milhões. Vai ampliar e renovar a frota, hoje de 13 mil carros, incluindo Fortaleza.
CORREIO - Mensagens para a Coluna também pelo jocelioleal@secrel.com.br.

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