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A agenda da indústria

Jocélio Leal
26 Mar 2007 - 02h41min

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, entrega amanhã a Agenda Legislativa da Indústria para 2007 aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL). Será um evento solene, na sede da entidade, em Brasília. Esta é a 12ª vez em que a CNI elabora uma agenda com os temas que lhe interessam. Este ano, estão também as proposições legislativas relativas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o marco regulatório do gás natural, o fortalecimento das agências reguladoras e uma nova legislação para o licenciamento ambiental. Como se vê, uma agenda nacional, porém, repleta de intercessões com as agendas regionais.

O Ceará hoje tem peso político na CNI. Jorge Parente (ex-presidente da Fiec) é presidente do Conselho Temático Permanente de Responsabilidade Social. E, ademais, tem sido um lugar-tenente do presidente Armando Monteiro. Amanhã não estará em Brasília por representar Monteiro em evento na Noruega. Já o diretor Manuel Cesário Mendes está na Comissão de Assuntos Legislativos, responsável pela agenda política a ser lançada amanhã. Desde a gestão Parente na Fiec, o Ceará possui oito postos em conselhos temáticos da CNI. São os conselhos os braços atuantes da entidade.


MAIS TRABALHO PARA A CAPES
A Comissão de Educação do Senado vai analisar amanhã o projeto de lei que altera as competências da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A proposição é de autoria do Executivo e tem parecer favorável da relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). A idéia do Governo é fazer da Capes algo mais do que ela é hoje. Atualmente, a atribuição principal da Capes é a promoção da formação de pessoal para a educação superior. O Planalto quer mais. Passaria a formular políticas para o aperfeiçoamento de professores da educação básica, ajudando estados e municípios.


OPA SOBRE ENDESA É PROIBIDA
O órgão que regula o mercado de ações na Espanha, a Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNVM) - equivalente à brasileira CVM - proibiu Enel e Acciona de lançaram Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Endesa (dona da Coelce), sejam juntas ou separadas. O veto vale por seis meses. Ao mesmo tempo, deu aval para a alemã E.ON subir o preço da oferta. A informação saiu nos jornais de economia da Europa. Ontem a oferta da E.ON era de 38,75 euros. A italiana Enel é dona de 24,9% do capital da Endesa e a Acciona tem 21%.


ONTEM
Passou meio despercebida uma importante efeméride cearense. No 25 de março de 1884 o Ceará se tornou a primeira província do País a abolir a escravidão - quatro anos antes da Lei Áurea. É bem verdade que era uma das que menos possuía escravos. A propósito, é constrangedor quando um produto cearense traz negros escravizados na embalagem. Existe.


DESUNIÃO VELADA
Ontem, na celebração dos 50 anos da assinatura do Tratado de Roma, que marcou o início da União Européia (UE), ficou evidente que as divergências persistem entre os países que a compõem. Dos 27 chefes de Estado ou de Governo da UE, só três assinaram a Declaração de Berlim sobre os valores, princípios, metas e objetivos do bloco.


CERVEJA QUENTE
Comercial de TV da Antarctica na série "Bar da Boa", na qual a boa atriz Juliana Paes é a dona do bar, mostra a cerveja servida fora do isopor. Estranho. Aliás, o pacto de não-baixaria nos filmes de cerveja pedrou. O apelo sexual na venda da bebida corre solto.


IMPAGÁVEL
Está escrito num boteco da avenida Antônio Sales, quase esquina com Carlos Vasconcelos: "Promoção: Peça fiado e leve um não".

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