Política
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Pesquisa do PMDB avalia gestão de Luizianne
Fábio Campos
11 Ago 2007 - 17h17min
Em um ano, Fortaleza estará fervilhando com a campanha eleitoral. Nos bastidores, os partidos se movimentam. Alguns contratam pesquisas de opinião para fazer uma radiografia do momento que seja capaz de projetar algo para o futuro. Uma delas acaba de sair do forno. Trata-se de uma consulta contratada pelo PMDB para consumo interno. A Coluna teve acesso a alguns números dessa, principalmente nos pontos que dizem respeito à gestão de Luizianne Lins (PT). Passando da metade do terceiro ano de mandato, o quadro da administração não é confortável. Se os números da pesquisa estiverem corretos, a prefeita vai precisar fazer um grande esforço para conseguir a reeleição. Na avaliação geral, o índice “ruim/péssimo” se equipara ao de “regular” numa faixa próxima aos 35%, com leve superioridade da avaliação negativa. Procurado pela Coluna, o presidente do PMDB, Eunício Oliveira, confirmou a contratação da pesquisa e os números que estavam com a Coluna, mas preferiu não fazer nenhum comentário. A consulta não foi registrada na Justiça Eleitoral.
PESQUISA APONTA SEGUNDO TURNO
A avaliação da gestão talvez esteja se refletindo nos índices de intenção de voto da prefeita. Se a eleição fosse hoje, a petista perderia a disputa para Moroni Torgan (DEM), o seu concorrente mais direto. Porém, a diferença entre os dois não é muito significativa. Num quadro (improvável) em que aparecem apenas os nomes de Luizianne e Moroni, a diferença a favor do ex-deputado federal é de 16 pontos percentuais. Todas as simulações sugerem que a eleição deve ir para o segundo turno. Os índices de Luizianne são melhores na medida em que candidaturas de centro esquerda, como a de Patrícia Saboya (PSB), Heitor Férrer (PDT) e Chico Lopes (PCdoB) são retiradas das simulações. Ou seja, esse grupo suga votos da prefeita e torna praticamente certo o segundo turno. Daí o esforço de Luizianne para antecipar os compromissos dos partidos aliados com sua candidatura. A prefeita também tem suas pesquisas. Elas são encomendadas ao paulista Gustavo Venturi, ex-coordenador do Datafolha.
A RODA QUE NÃO RODA
Hoje, os índices menos importantes são os de simulação de candidaturas. Relevantes são a avaliação da prefeita e seu índice de rejeição, que, pela pesquisa, é muito alto. Porém, Moroni e todos os outros possíveis concorrentes também possuem alta rejeição. As pesquisas devem ser vistas com muito cuidado. Potencialmente, a capacidade de reação da prefeita é enorme. Porém, sua gestão parece pecar pela lentidão no processo decisório. Há meses que a prefeita afirma que este ano será o das grandes obras que dão visibilidade à administração, mas até agora não se concretizou nenhum canteiro importante. Vejam o caso das obras que o Governo do Estado fazia na orla do Pirambu. Luizianne conseguiu de Cid Gomes o direito de tocá-la, mas elas estão praticamente paralisadas. A cidade ainda espera o Transfor, o hospital da mulher, os Cucas e as revitalizações da Praia de Iracema e do Centro.
JOSÉ DIRCEU, O CONSULTOR DE EMPRESAS
Imperdível a entrevista de José Dirceu na Playboy do mês. Atentem para a seguinte pergunta e a resposta. Pergunta: “Ter passado pelo governo que continua no poder não ajuda [na sua atividade de “consultor”]? Resposta: “O Fernando Henrique pode cobrar R$ 85 mil por palestra, e eu não posso fazer consultoria? No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia. Porque, no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema! As empresas que trabalham comigo estão satisfeitas. E eu procuro trabalhar mais com empresas privadas do que com empresas que têm relações com o governo”. Um primor. Dirceu acha que dar palestras é a mesma coisa de prestar consultorias. O que Dirceu quer dizer com o “no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema”? Que tipo de empresa contrataria Dirceu para ser consultor?
PESQUISA APONTA SEGUNDO TURNO
A avaliação da gestão talvez esteja se refletindo nos índices de intenção de voto da prefeita. Se a eleição fosse hoje, a petista perderia a disputa para Moroni Torgan (DEM), o seu concorrente mais direto. Porém, a diferença entre os dois não é muito significativa. Num quadro (improvável) em que aparecem apenas os nomes de Luizianne e Moroni, a diferença a favor do ex-deputado federal é de 16 pontos percentuais. Todas as simulações sugerem que a eleição deve ir para o segundo turno. Os índices de Luizianne são melhores na medida em que candidaturas de centro esquerda, como a de Patrícia Saboya (PSB), Heitor Férrer (PDT) e Chico Lopes (PCdoB) são retiradas das simulações. Ou seja, esse grupo suga votos da prefeita e torna praticamente certo o segundo turno. Daí o esforço de Luizianne para antecipar os compromissos dos partidos aliados com sua candidatura. A prefeita também tem suas pesquisas. Elas são encomendadas ao paulista Gustavo Venturi, ex-coordenador do Datafolha.
A RODA QUE NÃO RODA
Hoje, os índices menos importantes são os de simulação de candidaturas. Relevantes são a avaliação da prefeita e seu índice de rejeição, que, pela pesquisa, é muito alto. Porém, Moroni e todos os outros possíveis concorrentes também possuem alta rejeição. As pesquisas devem ser vistas com muito cuidado. Potencialmente, a capacidade de reação da prefeita é enorme. Porém, sua gestão parece pecar pela lentidão no processo decisório. Há meses que a prefeita afirma que este ano será o das grandes obras que dão visibilidade à administração, mas até agora não se concretizou nenhum canteiro importante. Vejam o caso das obras que o Governo do Estado fazia na orla do Pirambu. Luizianne conseguiu de Cid Gomes o direito de tocá-la, mas elas estão praticamente paralisadas. A cidade ainda espera o Transfor, o hospital da mulher, os Cucas e as revitalizações da Praia de Iracema e do Centro.
JOSÉ DIRCEU, O CONSULTOR DE EMPRESAS
Imperdível a entrevista de José Dirceu na Playboy do mês. Atentem para a seguinte pergunta e a resposta. Pergunta: “Ter passado pelo governo que continua no poder não ajuda [na sua atividade de “consultor”]? Resposta: “O Fernando Henrique pode cobrar R$ 85 mil por palestra, e eu não posso fazer consultoria? No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia. Porque, no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema! As empresas que trabalham comigo estão satisfeitas. E eu procuro trabalhar mais com empresas privadas do que com empresas que têm relações com o governo”. Um primor. Dirceu acha que dar palestras é a mesma coisa de prestar consultorias. O que Dirceu quer dizer com o “no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema”? Que tipo de empresa contrataria Dirceu para ser consultor?
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