Política
POLÍTICA
Governistas jogam frota de viaturas na lata do lixo
Fábio Campos
11 Mai 2007 - 01h45min
Boa parte da bancada governista na Assembléia cometeu uma grave irresponsabilidade. Foi na sessão de ontem, que debateu a compra de 200 viaturas com tração nas quatro rodas para servir ao programa "Ronda do Quarteirão". O problema não está no ato de fazer a defesa do negócio, um direito inquestionável dos parlamentares. O problema é como a defesa foi feita. Na ânsia de valorizar a compra dos novos carrões, os discursos jogaram na lata do lixo a imensa frota de viaturas tradicionais que equipam a Polícia do Ceará. Os automóveis Paratis e Palio Adventures foram literalmente humilhados pelas falas. Os discursos promoveram algo muito perigoso. Estabeleceram um padrão de viatura elevadíssimo e desancaram os carros que as forças policiais de todo o Brasil usam. Trocando em miúdos, "sucatearam" o patrimônio público. Pior, o parâmetro estabelecido pelos discursos pode criar uma situação grave dentro do serviço público policial. Se os deputados desvalorizam os veículos certamente os policiais que os utilizam não vão se sentir obrigados a tratar a frota com o zelo necessário. Além disso, estes policiais tendem a se sentir menores, depreciados, desmerecidos. Algo nada bom para a promoção da tão necessária alta estima policial.
CARROS TRADICIONAIS PODEM VIRAR MOTIVO DE PIADA
Da maneira como boa parte da bancada governista agiu ontem, não duvidem se as viaturas tradicionais se transformarem em motivo de piada nas ruas da cidade. Elas e os que a conduzem. Mesmo com a compra dos novos utilitários com padrão luxo, a maioria da frota das polícias Civil e Militar vai continuar sendo de Paratis e Palios. No ano passado, 40 desses carros entraram em serviço. Em 2004, o Governo entregou 251 e em 2003 foram 154. Eles estão aí, nas ruas, nas esquinas, bem equipados e em plena atividade. Depois do que disseram os deputados, como vão se sentir os usuários desses automóveis "incapazes" e "frágeis"? Outro senão dos discursos foi o tratamento dados às funções dos novos carros 4 X 4. Os discursos os defenderam como se eles fossem ser usados no policiamento comum e não num tipo especial de policiamento como as ações previstas no "Ronda do Quarteirão". O sentido do "Ronda" é diferenciado. A idéia é integrar a policia com a comunidade. Um sentido cidadão. Pelo que dizia Cid Gomes na campanha que o elegeu, a idéia não é fazer os carros do "Ronda" subir em coqueiros, atravessar rios ou promover perseguições alucinadas.
CÉSAR ASFOR: VENDER SENTENÇA É COMO CRIME HEDIONDO
Deu no O Globo de ontem: "O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Asfor Rocha, que será o novo corregedor nacional de Justiça, comparou magistrados que vendem sentenças judiciais a praticantes de crimes hediondos. Asfor Rocha fez o comentário durante sua sabatina na CCJ do Senado. Ele foi aprovado na CCJ e em seguida no plenário do Senado para ocupar uma das 15 cadeiras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que faz o controle externo das atividades de juízes. Como corregedor, ele deve conduzir a sindicância aberta no conselho para apurar a participação de magistrados no esquema de venda de sentenças à máfia dos caça-níqueis: 'Comparo um magistrado mercador de sentença a quem comete um crime hediondo. Prometo que esses casos sessão tratados com máxima atenção e sem corporativismo', disse". De fato, o mercado de sentenças mata a democracia. Nada mais hediondo.
EMPRESA DIZ QUE CAGECE É QUEM POLUI O POTI
De Eduardo De Come, diretor administrativo da Brasil Ecodiesel: "Sobre registro publicado nesta quarta-feira (9/5) pelo jornal O POVO, intitulada 'em pleno semi-árido, espuma pode matar rio Poti', a Brasil Ecodiesel esclarece que uma vistoria foi realizada em suas instalações no dia 08 de maio, com a presença de representantes do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-CE), da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e da Promotoria Pública. Durante a visita, constatou-se a existência de vazamento de uma tubulação da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) que atravessa o terreno da unidade industrial da Brasil Ecodiesel. A empresa já notificou a Cagece a respeito. A pedido da Brasil Ecodiesel, o laboratório de análises ambientais Ambienge, de Fortaleza, coletou amostras da água do Rio Poti, que indicaram contaminação por dejetos sanitários, e não por dejetos industriais. A Brasil Ecodiesel encontra-se à disposição para quaisquer outros esclarecimentos".
CARROS TRADICIONAIS PODEM VIRAR MOTIVO DE PIADA
Da maneira como boa parte da bancada governista agiu ontem, não duvidem se as viaturas tradicionais se transformarem em motivo de piada nas ruas da cidade. Elas e os que a conduzem. Mesmo com a compra dos novos utilitários com padrão luxo, a maioria da frota das polícias Civil e Militar vai continuar sendo de Paratis e Palios. No ano passado, 40 desses carros entraram em serviço. Em 2004, o Governo entregou 251 e em 2003 foram 154. Eles estão aí, nas ruas, nas esquinas, bem equipados e em plena atividade. Depois do que disseram os deputados, como vão se sentir os usuários desses automóveis "incapazes" e "frágeis"? Outro senão dos discursos foi o tratamento dados às funções dos novos carros 4 X 4. Os discursos os defenderam como se eles fossem ser usados no policiamento comum e não num tipo especial de policiamento como as ações previstas no "Ronda do Quarteirão". O sentido do "Ronda" é diferenciado. A idéia é integrar a policia com a comunidade. Um sentido cidadão. Pelo que dizia Cid Gomes na campanha que o elegeu, a idéia não é fazer os carros do "Ronda" subir em coqueiros, atravessar rios ou promover perseguições alucinadas.
CÉSAR ASFOR: VENDER SENTENÇA É COMO CRIME HEDIONDO
Deu no O Globo de ontem: "O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Asfor Rocha, que será o novo corregedor nacional de Justiça, comparou magistrados que vendem sentenças judiciais a praticantes de crimes hediondos. Asfor Rocha fez o comentário durante sua sabatina na CCJ do Senado. Ele foi aprovado na CCJ e em seguida no plenário do Senado para ocupar uma das 15 cadeiras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que faz o controle externo das atividades de juízes. Como corregedor, ele deve conduzir a sindicância aberta no conselho para apurar a participação de magistrados no esquema de venda de sentenças à máfia dos caça-níqueis: 'Comparo um magistrado mercador de sentença a quem comete um crime hediondo. Prometo que esses casos sessão tratados com máxima atenção e sem corporativismo', disse". De fato, o mercado de sentenças mata a democracia. Nada mais hediondo.
EMPRESA DIZ QUE CAGECE É QUEM POLUI O POTI
De Eduardo De Come, diretor administrativo da Brasil Ecodiesel: "Sobre registro publicado nesta quarta-feira (9/5) pelo jornal O POVO, intitulada 'em pleno semi-árido, espuma pode matar rio Poti', a Brasil Ecodiesel esclarece que uma vistoria foi realizada em suas instalações no dia 08 de maio, com a presença de representantes do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-CE), da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e da Promotoria Pública. Durante a visita, constatou-se a existência de vazamento de uma tubulação da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) que atravessa o terreno da unidade industrial da Brasil Ecodiesel. A empresa já notificou a Cagece a respeito. A pedido da Brasil Ecodiesel, o laboratório de análises ambientais Ambienge, de Fortaleza, coletou amostras da água do Rio Poti, que indicaram contaminação por dejetos sanitários, e não por dejetos industriais. A Brasil Ecodiesel encontra-se à disposição para quaisquer outros esclarecimentos".
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